Lembramos que a exclusão da ETSS de Guarulhos foi devido ao falecimento do seu mentor Profº Rev. Magdiel Anselmo, que oferecia graduação por preços bem baixos, mas aprouve ao Deus Soberano recolher seu servo à glória. Nossas condolências à toda a família!
Apresentação de cursos teológicos EAD para quem não pode cursar um Instituto bíblico ou seminário presencial.
segunda-feira, 25 de março de 2019
ESCLARECIMENTOS SOBRE EXCLUSÃO DE SITES DE TEOLOGIA
Graça e paz!
Nós estamos excluindo o site de algumas faculdades teológicas que estávamos recomendando aqui no blog, porém, algumas delas não existiam mais, outras os alunos que os procuraram, estavam tendo problemas de documentação, não mais recomendamos as que excluímos, pois este blog divulgador de teologia não tem a intenção de divulgar institutos que causem transtornos aos seus alunos ou que deixaram de existir e sequer deram satisfação a quem os divulgava gratuitamente.
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Reflexão Bíblica – Josué 2.1
“1 De
Sitim enviou Josué, filho de Num, dois homens, secretamente, como espias,
dizendo: Andai e observai a terra e Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de
uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e pousaram ali.
A graça chegou, o prostíbulo fechou!
A Graça de Deus é
maravilhosa, quando chega na vida de alguém, tudo que estava torto se
endireita. As coisas que estavam desarrumadas se ajeitam e a pessoa passa a ter
nova vida. A Bíblia conta a história de uma meretriz chamada Raabe, ela morava
e tinha sua clientela em Jericó, mas teve uma ação de fé ao esconder os espias
de Josué quando iam invadir Jericó (Js 2.1). Um fio escarlate ali posto na sua
casa salvou a sua vida e de toda a sua família (Js 2.18). A graça de Deus
transforma uma prostituta, não em uma ex-prostituta, mas em uma nova criatura.
A chegada da graça ali fez a vida daquela mulher dar uma volta de 180º, uma
mudança de direção e de sentido, vejamos o que aconteceu na vida Dela.
Primeira, ela fechou o
prostíbulo e tornou-se uma mulher casada de respeito. Vemos
que aquela mulher encontrou um homem Salmon que a tomou por esposa, conforme
nos afirma Mateus no capitulo 1 e versículo 5a:“5 Salmom
gerou de Raabe a Boaz [...], Deus a honrou, fez que ela encontrasse
casamento. Não importa como foi sua vida até hoje, você pode, a partir deste
instante, dar um novo rumo a ela ! Jesus torna novas todas as coisas!
Muitas vezes vemos as
pessoas menosprezarem outros que tiveram um passado impróprio, porém, as
Escrituras afirmam que Deus perdoa aquele que se arrepende e dos seus passados
não lembra mais (Is 43.25), ou seja, Ele não passa os nossos pecados em rosto.
As pessoas, a sociedade, você e até o diabo podem lembrar-se dos seus pecados,
mas Deus já perdoou e não vai mais te cobrar algo que já perdoou. Raabe de
cafetina de bordel passou a ser uma mulher casada. Oh que
imensurável é a graça de Deus!
A graça de Deus é
maravilhosa, como afirma o teólogo Santo Agostinho: “A graça transforma
lobos em cordeiros, monstros em homens e homens em anjos”. A graça
purificou aquela mulher, agora ela não era de muitos, mas de um homem só. Isto
somente a graça de Deus pode fazer. O coração do ser humano é depravado por
natureza, mas tendo um encontro com a graça de Cristo, este coração encontra
uma transformação espiritual e isto se traduz em ações santas. Você já foi
alcançado pela graça de Deus?
Segunda, ela fechou o
prostíbulo e entrou para o quadro dos heróis da fé. Aquela
mulher que não era um bom exemplo, tornou-se um modelo de fé para ser imitado,
conforme o autor aos Hebreus no capitulo 11 e versículo 31 afirma: “31 Pela
fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque
acolheu com paz aos espias”, a sua atitude foi um exemplo de fé que deveria
ser seguida pelo povo, ela é colocada no quadro da fé que possui pessoas como
Jefté, Abraão, Isaque, Jacó, Moisés e tantos outros.
A graça de Deus alcança
tanto a mulher religiosa que leva uma vida de casada, porém ainda sem um
encontro com Cristo; mas também alcança uma prostituta que leva uma vida de
paixão carnal, para que esta conheça a graça de Deus e seja salva. Certa vez eu
estava evangelizando uma prostituta no centro de Monteiro-PB, passou um crente
santarrão e disse: “Meu irmão não jogue perolas ao porco! Eu olhei
para ele e disse: “Você um dia já foi porco também! Continuei
pregando e aquela mulher depois de uns tempos veio a seguir Jesus, deixando a
prostituição e vivendo para evangelizar. Vale a pena pregar o evangelho da
graça de Deus!
Uma mulher que era
prostituta passa a ser um modelo de fé para o povo de Deus, porque para Jesus
não há causa perdida, nem problema insolúvel e muito menos pessoa
irrecuperável, Ele tem todo poder para transformar uma vida que vivia na
sarjeta, na esparrela do mundo em uma nova criatura. Deus de maneira graciosa
operou na vida de Raabe e pode operar ainda hoje, pois nunca mudou e não
mudará.
Pregue o evangelho da
graça e deixe os resultados com Deus, mas fique ciente que você vai se
surpreender com este Deus, pois Ele quebranta e salva pecadores que o mundo já
havia desistido deles. A sua fé foi uma fé operante, pois Tiago descreve isto
quando diz: “25 De igual modo, não foi também
justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os
fez partir por outro caminho?26 Porque, assim
como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg
2.25-26), ou seja, a fé cristã não pode ser apenas teórica, precisa ser
prática, foi isto que o servo declarou aqui sobre Raabe, nós precisamos ter
ortodoxia, mas também ortopraxia, não apenas conhecer a verdade, mas esta
necessita se tornar real na nossa vida.
Terceira, ela fechou o
prostíbulo e entrou para a história da salvação. A
genealogia de Cristo é algo bem interessante, pois ela é formada de pessoas que
não mereciam estar ali, entre estas pessoas estava Raabe, atestado isto por
Mateus no Capitulo 1 e versículo 5: “5 Salmom
gerou de Raabe a Boaz; este, de Rute, gerou a Obede; e Obede, a
Jessé”, uma mulher que tem uma mancha na sua história, pois viveu como
meretriz, porém, sua alma foi lavada quando creu em Deus, estava purificada do
seu pecado. Sua presença na genealogia de Jesus só demonstra a graça de Deus
aos pecadores, pois Jesus conquanto seja Rei, Soberano, elevado, ama está no
meio de pecadores.
A genealogia de Jesus
apresentando a pessoa de Raabe afirma a grande verdade que Ele veio para salvar
o seu povo dos seus pecados (Mt 1.21), que a salvação não depende dos homens,
mas Dele, pois se fosse por mérito, nenhum dos que estavam na genealogia Dele
se salvaria. Aquela mulher entrou para a história da salvação, pois Davi era da
linhagem dela e o Cristo que seria o salvador viria da descendência de Davi.
Assim, a graça de Deus colocou ela na história da redenção do povo de Deus, bem
como apresenta a gratuidade da salvação, ninguém poderia pagar o preço da
redenção, mas Jesus pagou por nós.
A graça de Deus retira a
pessoa de um lugar de desonra para um lugar de honra, pois aquela mulher que
tinha má reputação, agora participa da linhagem real, da linhagem messiânica,
Deus exalta aqueles que se humilham, pois ela pediu humildemente aos espias que
livrassem ela e a família dela, sendo prontamente atendida. A graça nos faz
pessoas humildes porque entendemos que a misericórdia de Deus é que nos salvou
e não nossos méritos. Quando vemos Raabe participando da genealogia de Jesus,
devemos nos ver ali, como a graça alcançou ela, semelhantemente a nós também.
Para concluir gostaria
de perguntar se você já foi alcançado (a) pela graça de Deus, se sua vida já
foi transformada por Ele, se você já experimentou a salvação que Jesus tem para
te dar? Se a sua resposta é negativa, se entregue a Jesus ainda hoje, venha
descansar nos seus braços gloriosos, nas suas promessas consoladoras e graciosas.
Jesus pode salvar e libertar qualquer pessoa, somente Ele tem poder para isso.
Que o seu amor te preencha totalmente e te faça feliz! Em Nome de Jesus!
Autor: Missº
Veronilton Paz da Silva (Igreja Presbiteriana do Brasil)
segunda-feira, 11 de junho de 2018
CURSO SIMPLIFICADO DE TEOLOGIA REFORMADA
Graça e Paz!
O IBRE está oferecendo o curso de teologia reformada para iniciantes, basta entrar em contato e solicitar o curso, o curso é gratuito, caso queira receber o certificado será virtual. Deus abençõe!
quarta-feira, 1 de março de 2017
GENESIS 37.12-17 (JOSÉ O FILHO OBEDIENTE DO SEU PAI
MANÁ DIÁRIO – GÊNESIS 37-12-17
“12 E, como
foram os irmãos apascentar o rebanho do pai, em Siquém, 13 perguntou Israel a José: Não apascentam teus
irmãos o rebanho em Siquém? Vem, enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José:
Eis-me aqui. 14 Disse-lhe
Israel: Vai, agora, e vê se vão bem teus irmãos e o rebanho; e traze-me
notícias. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e ele foi a Siquém. 15 E um homem encontrou
a José, que andava errante pelo campo, e lhe perguntou: Que procuras? 16 Respondeu: Procuro
meus irmãos; dize-me: Onde apascentam eles o rebanho? 17 Disse-lhe o homem: Foram-se daqui, pois ouvi-os
dizer: Vamos a Dotã. Então, seguiu José atrás dos irmãos e os achou em Dotã”.
JOSÉ, O FILHO OBEDIENTE AO SEU PAI
Certa feita
uma mãe que perdeu um filho em um acidente expressou uma frase que ficou marcada
na mente de todos, dizendo que: “Meu filho sempre foi obediente, nunca
transgrediu uma ordem minha”, isto nos leva a pensar sobre a questão da obediência
que devemos ter aos pais, autoridades, acima de tudo, a Deus. José dando provas
da sua obediência às ordens do seu pai, saiu para cumprir ordens dele, apesar
de ser filho da mulher amada de Jacó, Raquel, ao contrário de se tornar um
filho encostado, preguiçoso, desobediente, por causa da posição de proximidade que
tinha junto ao seu pai, não foi isso que ele fez. Pelo contrário, foi obediente
ao seu pai, se destacando não pelos mimos do pai a ele, e sim pela sua
dedicação obediente a ele, sobre isto iremos extrair algumas lições praticas
para a nossa vida.
Primeira, A obediência de José era digna de ser
seguida porque ele fazia sem reclamar. Jacó
precisou de José para ir procurar seus irmãos e saber como estavam, podemos
examinar isto na passagem: “12 E, como
foram os irmãos apascentar o rebanho do pai, em Siquém, 13 perguntou Israel a José: Não apascentam teus
irmãos o rebanho em Siquém? Vem, enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José:
Eis-me aqui” (v.12-13). Podemos
observar que Jacó deu uma ordem para que José fosse naquela missão, quem sabe
José foi levando comida, água e outras coisas de necessidade deles, justamente
para aqueles que zombavam dos seus sonhos, que lhes demonstravam ódio, ele
poderia ter argumentado com o seu pai, mas ao contrário disto, obedeceu sem
questionar dizendo: “Eis-me aqui”. Como você tem agido diante das ordens
dos seus pais, autoridades, igreja, Deus? Obediência não deve ser forçada, mas
feita de maneira voluntária, sem reclamar. Cristo disse que nos tinha como
amigos (Jo 15.15), o que ele falava era de uma relação pessoal, nossa obediência
não era por medo de um senhor carrasco, mas para satisfazer um amigo querido,
faça como José diga eis-me aqui para obedecer Senhor, para o que o Senhor
quiser. José além de obedecer sem reclamar, cumpria as ordens do seu pai em
qualquer circunstancia, isto será visto agora.
Segunda, a obediência de José era digna de ser
seguida porque ele fazia mesmo se isto trouxesse dificuldades para ele. Aquele menino era pau para toda obra, não se preocupava em fazer outra
coisa senão agradar ao seu pai, sem pensar nos revezes, conforme se registrou: “14 Disse-lhe
Israel: Vai, agora, e vê se vão bem teus irmãos e o rebanho; e traze-me
notícias. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e ele foi a Siquém. 15 E um homem encontrou
a José, que andava errante pelo campo, e lhe perguntou: Que procuras?” (v.14-15). Andando por aqueles vales, montes
ele poderia encontrar animais selvagens, peçonhentos, etc. Ele chegou a ficar
errante pelo caminho, mas estava disposto a obediência, não estava se
preocupando com isso, mas em obedecer ao seu Pai, no NT temos um homem que
disse não ser a vida preciosa desde que cumprisse o seu ministério, ou seja,
para ser obediente a Deus, poderia até morrer (At 20.24), Jesus disse que
aquele que é fiel até a morte receberá a coroa da vida (Ap 2.10). Mesmo que
surjam as dificuldades seja obediente meu irmão, obedeça ao Senhor de todo o
seu coração. José não se preocupou com os problemas, para ele o importante era
ser obediente. Temos sido obedientes nas horas das dificuldades ou somente
quando tudo bem? Guardamos os preceitos do Senhor quando o céu está lindo e cor
de anil ou quando surgem as noites escuras e tempestuosas? José foi obediente
mesmo quando se perdeu no caminho ficando errante e eu e você? Além de guardar
as ordens do pai sem reclamar e mesmo passando por dificuldades ele também fez
de maneira completa, assunto este tratado abaixo.
Terceira, A obediência de José era digna de ser
seguida porque ele fazia de maneira completa. José obedecia as ordens de maneira completa, ele não negociava nem
deixava sua obediência pela metade, vejamos o texto aqui está descrito: “16 Respondeu: Procuro meus irmãos; dize-me: Onde apascentam eles o
rebanho? 17 Disse-lhe
o homem: Foram-se daqui, pois ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. Então, seguiu José
atrás dos irmãos e os achou em Dotã” (v.16-17). Tozer disse que já tentou viver obedecendo a Deus pela
metade e Deus pelas Escrituras o fez entender que com Cristo é tudo ou nada,
que com Ele quem não ajunta espalha (Lc 11.23), não tente brincar com Deus achando
que pode servir a Deus e ao mundo ao mesmo tempo, Faraó tentou fazer uma
proposta para Moisés para o povo sair do Egito, Faraó fez propostas para Moisés
que ficassem as mulheres, meninos, gado, e Moisés foi enfático dizendo que “nem
uma unha ficará” (Êx 10.26), A obediência de Moisés foi semelhante a José,
foi completa, o nosso coração não pode está dividido. José não parou até
encontrar seus irmãos (v.17), ele obedeceu de maneira completa, não fez pela
metade, Deus não aceita o homem pela metade, Deus não divide sua glória (Is
42.8), busque obedecer não fazendo quase tudo, mas tudo. Como disse Spurgeon: “Com
Cristo é tudo ou nada”, assim imite o servo José, seja obediente de maneira
completa.
Para Concluir gostaria de relembrar o que vimos sobre José
e sua obediência, enfatizamos que: A sua obediência foi feita sem reclamar, mesmo
em meio à dificuldades e, de maneira completa. Você é obediente? Tem feito
alegre ou murmurando? Quando a coisa fica difícil obedece ou tira o corpo fora?
Faz de maneira completa ou quase tudo? Queridos a obediência é uma marca
evidente do cristão, além de prestar submissão aos pais, autoridades, igreja, você
precisa obedecer à autoridade suprema que é o Deus Soberano, Criador e
Sustentador do universo. A maneira de obedecer a Ele está contido nas
Escrituras. Quer saber quais são as ordens de Deus para você, leia a Bíblia,
obedeça a Deus e seja feliz!
AUTOR: Veronilton Paz da Silva – Licenciado ao
Sagrado Ministério (PRVP); Missionário Presbiteriano na Cidade de Sumé-PE
(JMN/IPB); Bacharel em Teologia (IBHT); Licenciado em Letras – Língua
Portuguesa (UEPB); Formação Presbiteriana de Evangelista/Missionário (CPO/IBN e
CEIBEL); Pos Graduando em Estudos Teológicos (CPAJ/Mackenzie).
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
CARNAVAL - A FESTA DA CARNE
“Porque, se viverdes
segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do
corpo,vivereis”. (Rm 8.13)
O carnaval no Brasil, uma
das mais conhecidas festas populares do mundo, é totalmente contrário aos
valores cristãos. Mas, por outro lado, não podemos deixar de considerar que
esta festa é uma manifestação folclórica e cultural do povo brasileiro. Será
que o carnaval, na proporção que vemos hoje – com suas mais variadas atrações,
com direito a escândalos e tudo, envolvendo políticos (quem não se lembra do
episódio ocorrido com Itamar Franco?) e alcançando as camadas mais humildes da
sociedade – é o mesmo de antigamente? Onde e como teve início o carnaval? Qual
tem sido a sua trajetória, desde o seu princípio até os dias atuais? Existem
elementos éticos em sua origem? São perguntas que, na medida do possível,
estaremos respondendo no artigo que segue.
Origem histórica da festa
do rei Momo
A palavra carnaval deriva
da expressão latina carne levare, que significa abstenção da carne. Este termo
começou a circular por volta dos séculos XI e XII para designar a véspera da
quarta-feira de cinzas, dia em que se inicia a exigência da abstenção de carne,
ou jejum quaresmal. Comumente os autores explicam este nome a partir dos termos
do latim tardio carne vale, isto é, adeus carne, ou despedida da carne; esta
derivação indicaria que no carnaval o consumo de carne era considerado lícito
pela última vez antes dos dias do jejum quaresmal - outros estudiosos recorrem
à expressão carnem levare, suspender ou retirar a carne: o Papa São Gregório
Magno teria dado ao último domingo antes da quaresma, ou seja, ao domingo da
qüinquagésima, o título de dominica ad carnes levandas; a expressão haveria
sido sucessivamente abreviada para carnes levandas, carne levamen, carne
levale, carneval ou carnaval – um terceiro grupo de etmologistas apela para as
origens pagãs do carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se exibir um
préstito em forma de nave dedicada ao deus Dionísio ou Baco, préstito ao qual
em latim se dava o nome de currus navalis: de onde vem a forma carnavale.
Segundo o historiador José
Carlos Sebe, ao carnaval estão relacionadas as festas e manifestações populares
dos mais diversos povos, tais como o purim, judaico, e as saturnálias e as
caecas, babilônicas, manifestações que contribuíram muito para o carnaval
atual.
A real origem do carnaval é
um tanto obscura. Alguns historiadores assentam sua procedência sobre as festas
populares em honra aos deuses pagãos Baco e Saturno. Em Roma, realizavam-se
comemorações em homenagem a Baco (deus de origem grega conhecido como Dionísio
e responsável pela fertilidade. Era também o deus do vinho e da embriaguez). As
famosas bacanais eram festas acompanhadas de muito vinho e orgias, e também
caracterizadas pela alegria descabida, eliminação da repressão e da censura e
liberdade de atitudes críticas e eróticas. Outros estudiosos afirmam que o
carnaval tenha sido, talvez, derivado das alegres festas do Egito, que
celebravam culto à deusa Isís e ao deus Osíris, por volta de 2000 a.C.
A Enciclopédia Britânnica
afirma: Antigamente o carnaval era realizado a partir da décima segunda noite e
estendia-se até a meia-noite da terça-feira de carnaval2. Outra corrente de
pensamento entende que o carnaval teve sua origem em Roma. Enquanto alguns
papas lutaram para acabar com esta festa (Clemente, séculos IX e XI, e
Benedito, século XIII), outros, no entanto, a patrocinavam.
A ligação desta festa com o
povo romano tornou-se tão sólida que a Igreja Romana preferiu, ao invés de
suspendê-la, dar-lhe uma característica católica. Ao olharmos para países como
Itália, Espanha e França, vemos fortes denominadores comuns do carnaval em suas
culturas. Estes países sofreram grandes influências romanas. O antigo Rei das
Saturnais, o mestre da folia, é sempre morto no final das antigas festas pagãs.
Vale ressaltar que O
festival Dionisíaco expõe em seu tema um grande contra-senso, descrito na The
Grolier Multimedia. Enciclopédia, 1997: A adoração neste festival é chamada de
Sparagmos, caracterizada por orgias, êxtase e fervor ou entusiasmo religioso.
No entanto, seu significado é descrito no mesmo parágrafo da seguinte forma:
Deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne e a bebida desse sangue.
A origem do carnaval no
Brasil
O primeiro baile de
carnaval realizado no Brasil ocorreu em 22 de janeiro de 1841, na cidade do Rio
de Janeiro, no Hotel Itália, localizado no antigo Largo do Rócio, hoje Praça
Tiradentes, por iniciativa de seus proprietários, italianos empolgados com o
sucesso dos grandes bailes mascarados da Europa. Essa iniciativa agradou tanto
que muitos bailes o seguiram. Entretanto, em 1834, o gosto pelas máscaras já
era acentuado no país por causa da influência francesa.
Ao contrário do que se
imagina, a origem do carnaval brasileiro é totalmente européia, sendo uma
herança do entrudo português e das mascaradas italianas. Somente muitos anos
depois, no início do século XX, foram acrescentados os elementos africanos, que
contribuíram de forma definitiva para o seu desenvolvimento e originalidade.
Nessa época, o carnaval era
muito diferente do que temos hoje. Era conhecido como entrudo, festa violenta,
na qual as pessoas guerreavam nas ruas, atirando água uma nas outras, através
de bisnagas, farinha, pós de todos os tipos, cal, limões, laranjas podres e até
mesmo urina. Quando toda esta selvageria tornou-se mais social, começou então a
se usar água perfumada, vinagre, vinho ou groselha; mas sempre com a intenção
de molhar ou sujar os adversários, ou qualquer passante desavisado. Esta
brincadeira perdurou por longos anos, apesar de todos os protestos. Chegou até
mesmo a alcançar o período da República. Sua morte definitiva só foi decretada
com o surgimento de formas menos hostis e mais civilizadas de brincar, tais
como o confete, a serpentina e o lança-perfume. Foi então que o povo trocou as
ruas pelos bailes.
Símbolos carnavalescos
Como em qualquer
manifestação popular, o carnaval também se utilizou de formas simbólicas para
aguçar a criatividade do povo e, conseqüentemente, perpetuar sua história. As
fantasias apareceram logo após as máscaras, por volta de 1835, dando um
colorido todo especial à festa. Com o passar dos anos, as pessoas iam perdendo
a inibição e as fantasias, que a princípio eram usadas como disfarce (por serem
quentes demais), foram dando lugar a trajes cada vez mais leves, chegando ao
nível que vemos hoje, de quase completa nudez. Independente das mudanças, os
grandes bailes, portanto, permaneceram realizando concursos de fantasias,
incentivando a competição entre grandes figurinistas e modelos.
Como já foi citado, o
primeiro baile de carnaval no Brasil foi realizado em 1841, na cidade do Rio de
Janeiro, e, desde então, não parou mais. No começo eram apenas bailes de
máscaras e a música era a polca, a valsa e o tango. Havia também coros de vozes
para animar a festa. Nota-se que nem sempre foi tocado o samba, mas modinhas.
Os escravos contribuíram com o carnaval com um estilo de música chamado lundu,
ritmo trazido de Angola. Tal ritmo, no entanto, por ser considerado indecente,
limitava-se apenas às senzalas. Contudo, permaneceu durante todo o século XIX.
Com esta fusão de ritmos
nasce o semba, uma expressão do dialeto africano quibundo. Essa expressão
passou por uma culturação e se tornou o que chamamos hoje de samba. O samba se
popularizou nos entrudos, pois em sua origem este ritmo não era propriamente
música, mas uma dança feita nos quilombos. Todo este contexto histórico nos
leva até os anos 20, ocasião em que nasce aquilo que hoje é chamado de a
excelência do samba, ou seja, o samba de enredo.
O carnaval hoje conta com
bailes de todos os tipos, como o baile à fantasia, baile da terceira idade,
matinês para crianças, bailes de travestis, entre outros. Os embalos musicais
destes bailes contam com o bater dos surdos e o samba é o ritmo predominante.
Também toca-se axé music, um estilo baiano. No carnaval hoje não se dança mais,
pula-se.
Desfiles das Escolas de
Samba
Iniciou-se no começo do
século XX com os blocos, mas somente nos anos 60 e 70 é que acontece no
carnaval brasileiro a chamada Revolução Plástica, com a participação da classe
média na folia e todos os seus valores estéticos e estilísticos, que viriam
incrementar todo o contexto das escolas de samba.
Os desfiles das escolas de
samba são, sem dúvida, o ponto alto do carnaval brasileiro, turistas vêem de
todos os cantos e pagam pequenas fortunas para assistirem ao desfile. Outras
tantas pessoas perdem noites de sono vendo a festa pela televisão.
A competição entre as
escolas de samba é ferrenha, e não raro ocorrem brigas entre seus líderes
(leia-se presidentes) durante a apuração dos resultados, pois os pontos são
disputados um a um, para que, ao final, se saiba quem foi a grande campeã do
carnaval.
Um detalhe importante. A
oficialização do desfile das escolas aconteceu em 1935, com a fundação do
Grêmio Recreativo Escola de Samba. Antes desta data, porém, mais precisamente
em 1930, já se via desfiles nas ruas do Rio de Janeiro.
O carnaval e a igreja
católica romana
Devido à sua origem pagã, e
pelo fato de ser uma festa um tanto obscena, a relação entre a Igreja Romana e
o carnaval nunca foi amigável. No entanto, o que prevaleceu por parte da igreja
foi uma atitude de tolerância quanto à essa manifestação, até porque a
liderança da igreja não conseguiu eliminá-la do calendário. A solução, então,
foi: se não pode vencê-los, junte-se a eles. Daí, no século XV, a festa da
carne, por assim dizer, foi incorporada ao calendário da igreja, sendo
oficializado como a festa que antecede a abstinência de carne requerida pela
quaresma: Por fim, as autoridades eclesiásticas conseguiram restringir a
celebração oficial do carnaval aos três dias que precedem a quarta-feira de
cinzas (em nossos tempos, alguns párocos bem intencionados promovem, dentro das
normas cristãs, folguedos públicos nesse tríduo a fim de evitar que sejam os
fiéis seduzidos por divertimentos pouco dignos). Como se vê, a igreja não
instituiu o carnaval; teve, porém, de o reconhecer como fenômeno vigente no
mundo em que ela se implantou. Sendo em si suscetível de interpretação cristã,
ela o procurou subordinar aos princípios do Evangelho; era inevitável, porém,
que os povos não sempre observassem o limite entre o que o carnaval pode ter de
cristão e o que tem de pagão. Esta claro que são contrários às intenções da
igreja os desmandos assim verificados. Em reparação dos mesmos foram
instituídas adoração das quarenta horas e as práticas de retiros espirituais
nos dias anteriores à quarta-feira de cinzas.
José Carlos Sebe escreveu:
Apenas no século XV, provavelmente movido pelo sucesso popular da festa, o Papa
Paulo II a incorporou no calendário cristão. Aliás, Paulo II foi mais longe,
chegando a patrocinar toda uma rica celebração antes do advento da Quaresma.
Não apenas o carnaval popular foi organizado pelos papas. Paulo IV promoveu uma
terça-feira gorda, um lauto jantar onde compareceu o sacro colégio romano, e o
festim regado a vinho pôde ser considerado uma das primitivas celebrações em
salão fechado.
A tentativa da Igreja
Católica Romana na cristianização do carnaval e sua atual justificativa é
totalmente inconseqüente, infeliz e irresponsável. Não existe uma referência
bíblica sequer favorável ao seu argumento. Pelo contrário. Existe todo um
contexto bíblico explicitamente contrário à essa manifestação popular. Todos os
especialistas cristãos sabem muito bem quando devem aplicar a transculturação
cristã em determinada manifestação cultural (como exemplo, o Natal, período em
que ocorre a mudança do objeto de culto e a extirpação total da velha ordem,
transformação das simbologias e referências). Sabem também quando à determinada
comemoração popular é impossível aplicar quaisquer processos de cristianização.
O carnaval é um exemplo
real da sobrevivência do paganismo, com todos os seus elementos presentes. É a
explicita manifestação das obras da carne: adultério, prostituição, impureza,
lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas,
dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas
semelhantes. O apóstolo Paulo declara inequivocamente que os que cometem tais
coisas não herdarão o reino de Deus (Gl 5.19-21).
Posição da igreja
evangélica no período do carnaval
Como pudemos observar, o
carnaval tem sua origem em rituais pagãos de adoração a deuses falsos.
Trata-se, por isso, de uma manifestação popular eivada de obras da carne,
condenadas claramente pelas Sagradas Escrituras. Seja no Egito, Grécia ou Roma
antiga, onde se cultua, respectivamente, os deuses Osíris, Baco ou Saturno, ou
hoje em São Paulo, Recife, Porto Alegre ou Rio de Janeiro, sempre notaremos
bebedeiras desenfreadas, danças sensuais, música lasciva, nudez, liberdade
sexual e falta de compromisso com as autoridades civis e religiosas.
Entretanto, não podemos também deixar de abordar os chamados benefícios do
carnaval ao país, tais como geração de empregos, entrada de recursos
financeiros do exterior através do turismo, aumento das vendas no comércio,
entre outros.
Traçando o perfil do século
XXI, não é possível isentar a igreja evangélica deste momento histórico. Então,
qual deve ser a posição do cristão diante do carnaval? Devemos sair de cena
para um retiro espiritual, conforme o costume de muitas igrejas, a fim de não
sermos participantes com eles (Ef.5.7)? Devemos, por outro lado, ficar aqui e
aproveitarmos aoportunidade para a evangelização? Ou isso não vale a pena
porque, especialmente neste período, o deus deste século lhes cegou o entendimento
(2 Co.4.4) ?
Creio que a resposta cabe a
cada um. Mas, por outro lado, a personalidade da igreja nasce de princípios
estreitamente ligados ao seu propósito: fazer conhecido ao mundo um Deus que,
dentre muitos atributos, é Santo.
Há quem justifique como
estratégia evangelística a participação efetiva na festa do carnaval,
desfilando com carros alegóricos e blocos evangélicos, o que não deixa de ser
uma tremenda associação com a profanação. Pergunta-se, então: será que
deveríamos freqüentar boates gays, sessões espíritas e casas de massagem, a fim
de conhecer melhor a ação do diabo e investir contra elas? Ou deveríamos traçar
estratégias melhores de evangelismo?
No carnaval de hoje, são
poucas as diferenças das festas que o originaram, continuamos vendo
imoralidade, música lasciva, promiscuidade sexual e bebedeiras.
José Carlos Sebe, no livro
Carnaval de Carnavais, página 16, descreve, segundo George Dúmezil (estudioso
das tradições mitológicas): O carnaval deve ser considerado sagrado, porque é a
negação da rotina diária. Ou seja, é uma oportunidade única para extravasar os
desejos da carne, e dentro deste contexto festivo, isto é sagrado, em nada
pervertido. Na página 17, o mesmo autor descreve: Beber era um recurso lógico
para a liberação pessoal e coletiva. A alteração da rotina diária exigia que
além da variação alimentar, também o disfarce acompanhasse as transformações.
Observe ainda o que diz
Manuel Gutiérez Estéves: No passado, faziam-se nos povoados, mas sobretudo nas
cidades, diversos tipos de reuniões em que todos os participantes aparentavam
algo diferente daquilo que, na realidade, eram. A pregação eclesiástica inseriu
na mensagem estereotipada do carnaval a combinação extremada da luxúria com a
gula. Não falta, sem dúvida, fundamento para isto.
Como cristãos, não podemos
concordar e muito menos participar de tal comemoração, que vai contra os
princípios claros da Palavra de Deus: Porque os que são segundo a carne
inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as
coisas do Espírito (Rm 8.5-8). Porque fostes comprados por bom preço;
glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais
pertencem a Deus (1 Co 6.20).
Evangelismo ou retiro
espiritual?
A maioria das igrejas
evangélicas, hoje, tem sua própria opinião quanto ao tipo de atividade que deve
ser realizada no período do carnaval. Opinião esta que, em grande parte,
apoia-se na teologia que cada uma delas prega. Este fato é que normalmente
justifica sua posição. A saber: enquanto umas participam de retiros
espirituais, outras, no entanto, preferem ficar na cidade durante o carnaval
com o objetivo de evangelizar os foliões.
Primeiramente, gostaríamos
de destacar que respeitamos as duas posições, pois cremos que os cristãos fazem
tudo por amor ao Senhor e com a intenção de ganhar almas para Jesus e edificar
o corpo de Cristo (Cl 3.17). Entendemos, também, o propósito dos retiros
espirituais: momentos de maior comunhão com o Senhor que tem feito grandes
coisas em nossas vidas. Muitos crentes têm sido edificados pela pregação da
Palavra e atuação do Espírito Santo nos acampamentos promovidos pelas igrejas.
Todavia, a visão de aproveitarmos o carnaval para testemunhar é pouco difundida
em nosso meio. Na Série Lausanne, encontra-se uma descrição sobre a necessidade
da igreja ser flexível. A consideração é feita da seguinte forma: o processo de
procura de novas estruturas nos levará, seguidamente, a um exame mais íntimo do
padrão bíblico e a descoberta de que um retorno ao modelo das Escrituras e sua
adaptação aos tempos atuais é básico à renovação e à missão .
Entendemos, com isso, que,
em meio à pressão provocada pela mundo, a igreja deve buscar estratégias
adequadas para posicionar-se à estas mudanças dentro da Palavra de Deus, e não
dentro de movimentos contrários a ela. A Bíblia é a fonte, e não os fatores
externos.
Cristãos de todos os
lugares do Brasil possuem opiniões diferentes a respeito da maneira adequada
para a evangelização no período do carnaval. Mas devemos notar que Cristo nunca
perdeu uma oportunidade para pregar, nem mesmo fugia das interrogações ou
situações religiosas da época. Não podemos deixar de olhar o que está escrito
na Bíblia: Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige,
repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina (2 Tm 4.2). Aqui o
apóstolo Paulo exorta a Timóteo a pregar a Palavra em qualquer situação, seja
boa ou má. A Palavra deve ser anunciada. Partindo deste princípio, não devemos
deixar de levar o evangelho, não importando o momento.
Assim, devemos lançar mão
da sabedoria que temos recebido do Senhor e optar pela melhor atividade para a
nossa igreja nesse período tão sombrio que é o carnaval. A igreja jamais pode
ser omissa quanto a esse assunto. O cristão deve ser sábio ao tomar sua
decisão, sabendo que: Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo,
segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos
da desobediência. Entre os quais todos nós andávamos nos desejos da nossa
carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza
filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em
misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em
nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e
nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais,
em Cristo Jesus (Ef 2.2-6).
Curiosidades do carnaval
Turismo - Rio de Janeiro -
Em 1999, cerca de 250 mil turistas visitaram a cidade, 61% de fora do país. Nordeste
- nos últimos anos, uma média de 700 mil turistas desembarcaram em Recife. Dinheiro
- Em 1999, no Rio de Janeiro, cada escola recebeu R$ 500 mil da Prefeitura.
Escolas de samba como Imperatriz Leopondinense e Beija-flor de Nilópolis
chegaram a gastar R$ 1,5 Bilhão com o desfile. A Paraíso do Tuiuts (de onde?)
desfilou com um orçamento mais modesto: R$ 800 mil. Em 2000, as escolas de
samba (seria bom citar o local dessas escolas) desembolsaram uma quantia
aproximada em nada mais nada menos do que R$ 22,5 milhões, sendo que cada delas
levou R$ 500 mil, somando um total de R$ 7,5 milhões gastos pela Prefeitura
(Aqui se refere ao Rio de Janeiro, apenas?).Acidentes - Só no ano de 1999 foram
registrados, pela Polícia Rodoviária Federal, 2468 acidentes nas estradas do
país, com 150 mortos e mais de 551 feridos.
As armas da festa
Confete - Procedente da
Espanha, veio para o Brasil em 1892;Serpentina. De origem francesa, chega ao
país também em 1892;Lança-perfume - Bisnaga de vidro ou metal (hoje feita de
plástico), que continha éter perfumado. De origem francesa, chegou ao Brasil em
1903.
O rei momo no carnaval
carioca
De origem greco-romana,
Momo é a figura mais tradicional do carnaval. Segundo consta a lenda, ele foi
expulso do Olimpo, habitação dos deuses, por causa de sua irreverência.
Nas festas de homenagem ao
deus Saturno, na antiga Roma, o mais belo soldado era escolhido para ser o rei
Momo. No final das comemorações, o eleito era sacrificado a Saturno em seu
altar.
O rei Momo foi introduzido
no carnaval carioca em 1933. Sua figura era representada por um boneco de
papelão. Em 1949, no entanto, o boneco de papelão foi substituído por
personalidades importantes da época. Em 1950, esta festa popular deixou de
contar apenas com a representação do rei Momo, surgindo, então, as rainhas e
princesas do carnaval.
Atualmente, a escolha do
rei Momo é feita por eleição. O pretendente a esse cargo deve possuir as
seguintes características:
Ser brasileiro e residir na
cidade do Rio de Janeiro;
Ter entre 18 a 50
anos;Medir no mínimo 1,65m;Pesar no mínimo 110 Kg.O prêmio concedido ao
vencedor no ano passado foi R$ 7.550,00, além de ter o privilégio de desfilar
como rei. Rei?!
Pesquisa sobre a opinião da
população sobre o Carnaval Eentre o 18 a 19 de Dezembro de
2000
Foram entrevistadas 1273
pessoas em São Paulo, que responderam as seguintes perguntas: Você é a favor ou
contra o carnaval e qual a sua religião?
191 Evangélicos: A Favor:
42 Contra: 131 Indecisos: 18
46 Espíritas: A Favor: 30 Contra:
7 Indecisos: 9
779 Católicos: A Favor: 532
Contra: 142 Indecisos: 105
257 Outros: A Favor: 128 Contra:
62 Indecisos: 67
Bibliografia:
Almanaque Abril. 24a
Edição,1998, pp.38-39.
Enciclopédia Mirador. Vol
2, pp.2082-2097.Pergunte e Responderemos. Vol 5, Maio 1958, pp.210-211.
Carnaval de Carnavais. José
Carlos Sebe, Editora Ática, 1986.
O Evangelho e o Homem
Secularizado. Série Lausanne, editora A.B.U.
Dicionário dos deuses e
demônios. Menfred Gurker. Editora Martins Fontes, 1993, p.31.
Dicionário Aurélio, Aurelio
Buarque de Holanda. Editora Nova Fronteira.
Revista Religião e
Sociedade. Manuel Gutiérrez Estévez, ISER/CER 1990.Revista Ano Zero, n° 10. Fev
1992, pp.12-21.
Revista Época, 15 de
Fevereiro de 1999, p. 43.
Revista Carta Viva, Abril
de 2000, nº 53, pp. 6-7.
Jornal Novas do Centro de
Juventude Cristã, fev. 1993, p.3.
Jornal O Globo, Ana Paula
Vieira, 03/fev/1991.
Jornal AIBOC Informa, nº
48, fev. 1999, p.4.
Jornal O Estado de São
Paulo, 30 de Novembro de 2000.Coloboradores: Antonio Figueró, Elvis Brassaroto Aleixo,
Moisés P. Carreiro, Simei Gonçalves Pires, Fernando Augusto Bento, Danilo
Raphael A. Moraes, Ronivon Vieira de Souza, Zilda Maria Lara, Marcos Heraldo
Paiva, Ricardo Alexandre E. Maiolini.
Site do ICP - Instituto
Cristão de Pesquisas.
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