terça-feira, 5 de maio de 2020

REFLEXÃO BÍBLICA: NINGUEM FALA COMO JESUS

TEXTO: JOÃO 7.44-46

44 alguns dentre eles queriam prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos. 45 Voltaram, pois, os guardas à presença dos principais sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? 46 Responderam eles: Jamais alguém falou como este homem”.

 

Incialmente, queremos dizer que Jesus é incomparável, ninguém se compara a Ele. Os guardas que foram enviados como seus algozes voltaram como diz o ditado “de mãos abanando”, sem trazer Jesus. A ideia dos religiosos era que Ele fosse trazido humilhado pela sua guarda. Quando chegam lá e são perguntados: Cadê o homem? Não mandamos vocês o trazer preso? Porque não trouxeram? Os guardas deram uma resposta que ecoou nos seus ouvidos, pois aquele que tentavam desqualificar era um Ser Divino, por isso que concordamos com aqueles guardas: Jamais alguém falou como este homem”, Porque ninguém consegue falar como Jesus, nesta reflexão queremos trazer uma resposta simples e envolta em humildade, porque Jesus é maior do que tudo que sabemos sobre Ele, Vamos em frente?

 

Primeira, Somente Jesus fala com autoridade divina. Jesus é o Deus feito carne, que tornou-se um de nós, sentiu as nossas dores, morreu a nossa morte para nos conceder a vida. Porém, mesmo Ele tendo recebido uma pele humana não deixou de ser Deus, Ele tem autoridade divina pois a sua autoridade se estende na terra e no céu (Mt 28.18), se sua autoridade estende até o céu, Ele tem autoridade como Deus e como homem (Jo 17.6), as suas palavras tinham uma autoridade divina tamanha que Ele sustenta o universo pela sua palavra (Hb 1.3).

 

A sua autoridade divina é vista nas suas palavras quando Ele declara aos ventos e ao mar e estes lhe obedecem (Mc 4.35-41), ordena aos demônios e estes batem em retirada (Mc 5.1-20), com a sua palavra cura as doenças (Mc 5.1-43), e na cruz do calvário com as suas palavras nos libertou definitivamente ao proferir: “Está consumado” (Jo 19.30), as palavras de Jesus possuem uma autoridade divina, tudo que Ele fala devemos obedecer, pois Ele tem toda autoridade e nós apenas devemos lhe obedecer.

 

Quando Ele profere uma palavra, não está falando como um mero homem como pensavam os arianos, mas como Deus, sua voz é tão poderosa que quando a ouviu caiu aos seus pés como morto (Ap 1.17), Suas palavras possuem autoridade divina e estas palavras transformam o mais perdido dos pecadores, sua palavra ressuscita até um morto de quatro dias (Jo 11.39-44) para provar a sua autoridade divina até mesmo sobre a morte! Ele é Deus! Sua Palavra tem autoridade divina! Ele pode com uma palavra apenas mudar toda a sua vida e todas as circunstâncias que o fazem sofrer!

 

Segunda, Somente Jesus fala de modo libertador. Quando Jesus pregou as pessoas, trouxe liberdade para elas, quando as suas palavras estão em nós temos verdadeira liberdade, pois ao conhecemos a verdade proferida pela sua boca, esta nos liberta verdadeiramente, conforme Jesus mesmo atesta: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32), ao ter contato com a Palavra de Jesus, elas modificam a nossa alma, nos libertam do pecado, do diabo e da carne, as palavras de Jesus trouxeram libertação para um homem perseguidor do cristianismo, sanguinário que estava odiando Jesus e os seus seguidores chamado Saulo de Tarso, tornando-o num pregador do evangelho (At 9.20), Ele transforma um desonesto e egoísta chamado Zaqueu em um homem honesto e generoso (Lc 19.8), Ele pode te libertar e te fazer ser uma pessoa transformada pelo seu poder.

 

A libertação precisa ser vista pelos que nos rodeiam, a nossa vida precisa ser uma carta aberta para que as pessoas leiam e vejam Cristo em nós (II Co 3.3), pois se a vida de Cristo não é enxergada em nós pelas pessoas, existe algo errado com a nossa fé, pois quando temos fé, esta é demonstrada através de uma vida de boas obras – obediência (Ef 2.10). Se você já foi liberto por Cristo não pode mais viver em pecado, alias, a liberdade que Ele nos deu não foi para viver na carne, mas viver no Espírito (Gl 5.16), agradando a Deus e tendo a sua vida como um testemunho vivo da graça transformadora de Jesus, vivendo para agradar a Deus em tudo. Não podemos ir além das Escrituras, nem ficar aquém do elas nos dizem, uma verdade inaudita que Deus nos revelou na sua Palavra é que Ele liberta pecadores para viver uma vida nova (II Co 5.17). Queira esta liberdade que a Palavra de Jesus traz para você!

 

Terceira, Somente Jesus tem palavras de vida eterna. Jesus estava rodeado de pessoas que diziam ser seus discípulos, pois comeram dos pães que Ele multiplicou (Jo 6.1-15), Jesus endureceu o seu discurso dizendo que o seu objetivo estava errado, pois não estavam ali por causa Dele, mas dos pães e peixes que Ele multiplicou (Jo 6.26-27), devido a este discurso muitos começaram a abandonar as fileiras de Cristo (Jo 6.66), alguém tentou interpelar Jesus para que fizesse um discurso mais agradável, pois aquele discurso era muito duro para ser suportado pelas pessoas (Jo 6.60). Jesus então chega para os doze e lhes desafia: “Porventura, quereis vós outros retirar-vos (Jo 6.67), ou seja, quem não suportar a minha verdade pode se retirar. Pedro, afoito como era, um homem entre trancos e barrancos, fraco e ao mesmo

Tempo sincero abre seus lábios e diz uma das maiores verdades da história do cristianismo, vejamos: 68 Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; 69 e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus” (Jo 6.68-69).

 

Queridos, talvez muitas vozes já se tenha feito ouvir por vocês e prometeu muitas coisas: As vozes do sexo descompromissado gritam PRAZER; as vozes do dinheiro mau adquirido gritam PODER; as vozes do egoísmo gritem FAMA, SUCESSO. Mas, uma voz suave, tranquila que ecoa no mais profundo da nossa alma e diga VIDA ETERNA SEGURA E GARANTIDA, não apenas agora, mas por toda a eternidade.  Somente Jesus tem vida eterna para dar, somente Ele pode te salvar. Somente Ele nos concede um lugar nas mansões celestiais!  Glórias a Jesus!!! Isto é que é Deus!!!

 

Concluindo, Aqueles guardar que voltaram sem levar Jesus preso, ecoaram na eternidade, e nós também queremos dizer como eles: Jamais alguém falou como este homem”. As suas palavras possuem autoridade divina, trazem libertação e vida eterna. Você já crê em Jesus, já foi liberto por Ele? Já tem certeza da sua salvação? Se sua resposta for negativa, entregu-se a Cristo ainda hoje, agora e receberás Dele a certeza de Vida eterna (Salvação). Você quer?

 

Autor: Pr. Veronilton Paz da Silva


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Verdades sobre a Oração – Reflexão trazida no culto de oração Na Igreja Presbiteriana de Zé Doca - MA


Texto: Mateus 7.7-12

Para começo de Conversa, explicitamos que a oração é primordial para a vida cristã, ter intimidade com Deus envolve necessariamente uma vida de oração, não podemos deixar de buscar a Deus no quarto secreto da oração, no recôndito da presença de Deus. Jesus no sermão do monte também nos ensinou sobre este tema necessário e maravilhoso. Algumas lições que podemos aprender com o Mestre Jesus, são:

Primeira, o porquê de orar: É uma ordem de Deus. Jesus dá ordens concernentes a oração como “pedi”, “batei”, “buscai” (v.7). Quem não ora é um cristão rebelde e desobediente, não tem prazer na obediência, não agrada a Deus e vive como se Deus não existisse ou que não fosse alguém digno da sua obediência. Oração é obediência ao Deus soberano, governador do universo.

Segunda, a forma de orar: Com perseverança. Jesus disse nesta parte devemos orar insistindo, podemos observar isso quando relata: “Pedi e dar-se-vos-á, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á” (v.7), ou seja, peça até Ele responder, busque e não pare até que o encontre, bata e insista até que a porta se abra para você. Persevere, não esmoreça na oração, Ele vai se levantar em seu favor. Como diz Rev. Jeremias Pereira: “Clame até que os céus se abram sobre você”. Não pare, não desista.

Terceira, Os resultados da oração: A Resposta de Deus. Jesus vai dizer que “todo o que pede recebe, o que busca encontra e a quem bate, abrir-se-lhe-á”, porque Deus é Pai de todos os que recebem a Cristo (Jo 1.12), se nós como pais terrenos e falíveis buscamos dar coisas boas aos nossos filhos, como no exemplo citado, se nos pedirem pão não lhe daremos pedra, se pedir peixe, não lhe daremos uma cobra (vv.9-11), pelo contrário, nós como pais, buscamos dar o melhor para os nossos filhos, porém, muitas vezes precisamos dizer sim, não ou espere porque buscamos dar algo que vai lhe fazer bem e não mal, Deus não é diferente, Ele irá dizer sim, não ou espere dentro da sua vontade porque sabe o que é melhor para nós.

Quarta, A responsabilidade da oração na igreja: Orar uns pelos outros. Jesus termina esta seção sobre oração tratando da nossa responsabilidade como igreja de termos uma mutualidade de oração, isso pode ser examinado quando diz: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, fazei também a eles (v.12). Embora este versículo seja muitas vezes usado para tratar sobre causa e efeito, dizendo que se você fizer o bem ao próximo vai colher o bem, porém, este verso está dentro de um contexto sobre oração, entendemos então que ele trata de oração mutua, uns devem orar pelos outros.


Concluindo, pedimos que você reflita como está sua vida de oração. Você e eu precisamos levar a oração a sério, a Palavra de Deus diz que devemos buscar o conhecimento de Deus, saber sobre Ele, ter a boa teologia (Reformada), mas não podemos esquecer de buscar o seu poder pela oração, o conhecimento se adquire na Bíblia, nos livros confiáveis; porém, conhecimento sem estar banhado pelo Espírito não nos ajudará, mas quando juntamos o conhecimento ao poder advindo de uma vida constante de oração veremos Deus fazer grandes coisas. Queira Deus que dos céus desça sobre nós um poderoso reavivamento espiritual neste momento em Nome de Jesus.

Autor: Veronilton Paz da Silva – Pastor Presbiteriano; Missionário Plantador de Igreja na Cidade de Zé Doca – MA. Email: Cristaoreformado@gmail.com

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Como uma Esposa de Pastor pode Auxiliar seu Marido no Ministério?

A esposa de pastor é, como qualquer outra esposa, uma auxiliadora. Ela não é uma pastora e nem foi vocacionada para o ministério pastoral, mas é alguém com a missão de cooperar com seu marido no desempenho do serviço sagrado para o qual ele foi designado. Essa tarefa não é apenas nobre, mas também repleta de dificuldades.
O conceito bíblico de “auxiliadora” (ē·zěr) se aplica “àquela que complementa o seu marido”. O termo foi primeiramente usado nas Escrituras para descrever a função da mulher, criada por Deus e apresentada ao homem (Gn 2.18). Na verdade, a palavra em seu contexto bíblico se refere a uma “companhia indispensável”. Assim como o Senhor Deus é revelado nas Escrituras como Aquele que ajuda (ē·zěr) quem nele espera (cf. Sl 33.20), a mulher reflete os atributos divinos no auxílio prestado ao seu marido e nessa função ela glorifica o Criador. Assim como a esposa de um médico deve ajudá-lo no desempenho de sua função e a esposa do pedreiro deve auxiliá-lo no exercício dos talentos que Deus lhe concedeu, a esposa do pastor é responsável diante de Deus por amparar seu marido no exercício fiel do ministério de cuidar das almas que lhe foram confiadas.
Sem o auxílio de uma esposa piedosa e dedicada, o pastor não consegue desempenhar corretamente o seu trabalho. Por exemplo, como ele poderá cumprir as exigências bíblicas de 1Timóteo 3 se sua esposa não o ajudar? Ou seja, como poderá ser “hospitaleiro” e “governar bem a própria casa” se ela não contribuir? Muitos ministros fracassam exatamente no relacionamento conjugal. Ou seja, são derrotados no contexto doméstico. Para se evitar isso, a participação ativa da esposa auxiliando o marido nesse trabalho é fundamental.
A questão, porém, é: como ela pode fazer isso? Sendo uma esposa amorosa, o seu desejo será cuidar do marido e encorajá-lo na dedicação dele em prol do avanço do Reino. Mas qual é, de fato, a participação dela nesse processo? Como ela pode ajudar diretamente no ministério do cônjuge?
Primeiramente, reconhecendo a liderança que ele exerce sobre o rebanho e não interferindo e nem tentando realizar as tarefas para as quais ele foi vocacionado por Deus, treinado em um seminário, ordenado por um presbitério e designado pelo conselho da igreja local para desempenhar. Ainda que dinâmica e talentosa, a esposa do pastor deve evitar desempenhar funções que pertencem ao marido e que não são próprias dela. A participação eficiente da auxiliadora do ministro é extremamente valiosa, mas a esposa deve ser sábia para não desmerecer a liderança dele através de contínuas interferências feitas com o intento de “melhorar” o trabalho apresentado.
Em segundo lugar, assumindo o compromisso de intencionalmente crescer em algumas áreas vitais para aqueles que se encontram envolvidos no ministério do pastoreio. Procuro relacionar abaixo algumas dessas áreas nas quais o elemento-chave será a intencionalidade, ou seja, a deliberada e consciente postura da esposa se aperfeiçoar e progredir.

  1. O amadurecimento na comunhão pessoal com Cristo
No ministério pastoral, devemos sempre lembrar que Deus está mais interessado no que ele está realizando em nós do que através de nós. Não há nada mais importante que a esposa do pastor possa fazer pelo ministério do seu marido do que zelar pelo seu próprio crescimento espiritual, sua própria intimidade com Jesus. Sem um relacionamento pessoal com Cristo, todo o ativismo cristão se torna apenas uma moldura sem a pintura para preenchê-la. O resultado final será religiosidade, não conformidade à imagem de Cristo (Rm 8.29). A esposa do pastor que não cresce em sua piedade certamente será de pouco auxílio ao seu marido no ministério do pastoreio de almas. Portanto, se ela quiser ser auxiliadora idônea do seu esposo, deve zelar pelo seu tempo de comunhão com Cristo, sua meditação na Palavra e prática da oração constante. Ela precisa intencionalmente procurar crescer nesse relacionamento com o Redentor.

  1. A progressão na apreciação dos privilégios inclusos no ministério pastoral
As dificuldades associadas ao ministério pastoral são facilmente notadas pelos que estão envolvidos nesse trabalho. Não é fácil nem agradável para a família do pastor estar sempre em uma posição de “peixe no aquário”, a saber, como os que são observados e julgados pelos demais membros da igreja. Também, não é agradável conviver com as contínuas ausências do marido e pai que precisa estar disponível a atender todas as outras famílias na igreja, menos a família dele. Todavia, há bênçãos nesse trabalho e é necessário que a esposa do pastor aprenda a discernir esses benefícios. Os privilégios de participar da obra divina na transformação de vidas, no consolo do coração aflito e na edificação de muitos deveriam encher o coração de gratidão de toda pessoa envolvida no ministério pastoral. Além do mais, há o carinho e o cuidado de muitas ovelhas com a família do pastor que fazem com que as lutas sejam amenizadas. O fato é que contentamento é uma virtude na qual todos precisamos crescer e se a esposa do pastor assume o compromisso intencional de caminhar em tal direção, isso será um grande auxílio para o marido dela.

  1. O crescimento em seu relacionamento conjugal
Poucas coisas roubam mais o ânimo e energia do pastor do que a falta de intimidade com sua esposa. Quando as dificuldades que nos sobrevêm estão em uma esfera mais distante, elas são suportáveis. Mas se aquilo que rouba nosso ânimo tem origem em uma esfera de relacionamento íntimo, o abatimento é certo. Quando os relacionamentos na própria família estão fragmentados, é extremamente doloroso e desanimador exercer o ministério pastoral, aconselhar casais, instruir famílias e expor a Palavra de Deus ao rebanho. Por isso, o casal que está envolvido no ministério pastoral deve deliberadamente assumir o compromisso de crescer em intimidade no relacionamento conjugal. Embora esse comprometimento deva ser mútuo, a esposa necessita zelar por sua parte nesse processo. Quando o sábio de Provérbios afirma que “a mulher sábia edifica a sua casa” (Pv 14.1), ele exalta o poder da influência feminina.

  1. O aumento do seu amor pela igreja
Nenhum marido amoroso gosta de trabalhar em um ambiente no qual não é apreciado por sua esposa. As opiniões dela são importantes para ele e isso afeta diretamente a atitude dele em relação à atividade realizada e, consequentemente, na produtividade dele. No caso do pastor, isso não é diferente. Se os comentários de sua esposa em relação à igreja são apenas negativos, logo ele perderá a alegria em relação ao ministério desempenhado. Quando a esposa do ministro frequentemente lhe apresenta observações negativas e até depreciativas daqueles que estão sob a responsabilidade pastoral dele, é praticamente impossível imaginar que a opinião do marido não seja influenciada pelos comentários dela. Nesse sentido, é importante que essa mesma esposa busque desenvolver seu amor pela igreja, para que mesmo quando ela observar as falhas grosseiras de muitos crentes, ela os ame como irmãos em Cristo que foram comprados pelo sangue do Cordeiro. Além do mais, ao comentar sobre os erros de algumas dessas ovelhas deficientes, que ela o faça como alguém que as ama ao invés de odiá-los. Essa pequena atitude faz enorme diferença para o coração do marido-pastor.

  1. O desenvolvimento em sua missão como encorajadora
Uma das implicações do termo bíblico “auxiliadora” diz respeito à tarefa de encorajar o marido na prática do que é justo e conveniente. No ministério pastoral, geralmente o ministro recebe inúmeras críticas (sermão muito longo, erros gramaticais, inabilidade administrativa, falta de habilidade relacional, favoritismo e assim por diante). Às vezes parece que todos sabem o que o pastor deveria fazer, menos ele! Por isso, é importante que aquela que se encontra ao seu lado aprenda a encorajá-lo a perseverar na retidão. Isso não significa bajulação, mas a afirmação amorosa vinda de alguém cuja opinião é singular para o ministro. Algumas esposas de pastores têm falhado nesse sentido e acabam ampliando os discursos humilhantes e desdenhosos acerca do trabalho do marido. Logo, o progresso nessa área é mais do que benéfico; é necessário.

É interessante observar como algumas esposas de pastor se sentem, às vezes, desqualificadas por não saberem como ajudar seu marido no ministério pastoral. Há aquelas que, no afã de fazê-lo, acabam assumindo responsabilidades e atividades que não lhes pertencem e que outros deveriam desempenhar. Todavia, nenhuma outra pessoa poderia realizar os cinco itens relacionados acima além da auxiliadora do ministro e nenhum desses tópicos exige esforço sobre-humano. Logo, se você é esposa de pastor e realmente deseja ser uma auxiliadora para o seu marido, que tal assumir intencionalmente os compromissos mencionados? Certamente ele a agradecerá e o Senhor será glorificado com sua atitude.
Como uma Esposa de Pastor pode Auxiliar seu Marido no Ministério?
Valdeci Santos

A esposa de pastor é, como qualquer outra esposa, uma auxiliadora. Ela não é uma pastora e nem foi vocacionada para o ministério pastoral, mas é alguém com a missão de cooperar com seu marido no desempenho do serviço sagrado para o qual ele foi designado. Essa tarefa não é apenas nobre, mas também repleta de dificuldades.
O conceito bíblico de “auxiliadora” (ē·zěr) se aplica “àquela que complementa o seu marido”. O termo foi primeiramente usado nas Escrituras para descrever a função da mulher, criada por Deus e apresentada ao homem (Gn 2.18). Na verdade, a palavra em seu contexto bíblico se refere a uma “companhia indispensável”. Assim como o Senhor Deus é revelado nas Escrituras como Aquele que ajuda (ē·zěr) quem nele espera (cf. Sl 33.20), a mulher reflete os atributos divinos no auxílio prestado ao seu marido e nessa função ela glorifica o Criador. Assim como a esposa de um médico deve ajudá-lo no desempenho de sua função e a esposa do pedreiro deve auxiliá-lo no exercício dos talentos que Deus lhe concedeu, a esposa do pastor é responsável diante de Deus por amparar seu marido no exercício fiel do ministério de cuidar das almas que lhe foram confiadas.
Sem o auxílio de uma esposa piedosa e dedicada, o pastor não consegue desempenhar corretamente o seu trabalho. Por exemplo, como ele poderá cumprir as exigências bíblicas de 1Timóteo 3 se sua esposa não o ajudar? Ou seja, como poderá ser “hospitaleiro” e “governar bem a própria casa” se ela não contribuir? Muitos ministros fracassam exatamente no relacionamento conjugal. Ou seja, são derrotados no contexto doméstico. Para se evitar isso, a participação ativa da esposa auxiliando o marido nesse trabalho é fundamental.
A questão, porém, é: como ela pode fazer isso? Sendo uma esposa amorosa, o seu desejo será cuidar do marido e encorajá-lo na dedicação dele em prol do avanço do Reino. Mas qual é, de fato, a participação dela nesse processo? Como ela pode ajudar diretamente no ministério do cônjuge?
Primeiramente, reconhecendo a liderança que ele exerce sobre o rebanho e não interferindo e nem tentando realizar as tarefas para as quais ele foi vocacionado por Deus, treinado em um seminário, ordenado por um presbitério e designado pelo conselho da igreja local para desempenhar. Ainda que dinâmica e talentosa, a esposa do pastor deve evitar desempenhar funções que pertencem ao marido e que não são próprias dela. A participação eficiente da auxiliadora do ministro é extremamente valiosa, mas a esposa deve ser sábia para não desmerecer a liderança dele através de contínuas interferências feitas com o intento de “melhorar” o trabalho apresentado.
Em segundo lugar, assumindo o compromisso de intencionalmente crescer em algumas áreas vitais para aqueles que se encontram envolvidos no ministério do pastoreio. Procuro relacionar abaixo algumas dessas áreas nas quais o elemento-chave será a intencionalidade, ou seja, a deliberada e consciente postura da esposa se aperfeiçoar e progredir.

  1. O amadurecimento na comunhão pessoal com Cristo
No ministério pastoral, devemos sempre lembrar que Deus está mais interessado no que ele está realizando em nós do que através de nós. Não há nada mais importante que a esposa do pastor possa fazer pelo ministério do seu marido do que zelar pelo seu próprio crescimento espiritual, sua própria intimidade com Jesus. Sem um relacionamento pessoal com Cristo, todo o ativismo cristão se torna apenas uma moldura sem a pintura para preenchê-la. O resultado final será religiosidade, não conformidade à imagem de Cristo (Rm 8.29). A esposa do pastor que não cresce em sua piedade certamente será de pouco auxílio ao seu marido no ministério do pastoreio de almas. Portanto, se ela quiser ser auxiliadora idônea do seu esposo, deve zelar pelo seu tempo de comunhão com Cristo, sua meditação na Palavra e prática da oração constante. Ela precisa intencionalmente procurar crescer nesse relacionamento com o Redentor.

  1. A progressão na apreciação dos privilégios inclusos no ministério pastoral
As dificuldades associadas ao ministério pastoral são facilmente notadas pelos que estão envolvidos nesse trabalho. Não é fácil nem agradável para a família do pastor estar sempre em uma posição de “peixe no aquário”, a saber, como os que são observados e julgados pelos demais membros da igreja. Também, não é agradável conviver com as contínuas ausências do marido e pai que precisa estar disponível a atender todas as outras famílias na igreja, menos a família dele. Todavia, há bênçãos nesse trabalho e é necessário que a esposa do pastor aprenda a discernir esses benefícios. Os privilégios de participar da obra divina na transformação de vidas, no consolo do coração aflito e na edificação de muitos deveriam encher o coração de gratidão de toda pessoa envolvida no ministério pastoral. Além do mais, há o carinho e o cuidado de muitas ovelhas com a família do pastor que fazem com que as lutas sejam amenizadas. O fato é que contentamento é uma virtude na qual todos precisamos crescer e se a esposa do pastor assume o compromisso intencional de caminhar em tal direção, isso será um grande auxílio para o marido dela.

  1. O crescimento em seu relacionamento conjugal
Poucas coisas roubam mais o ânimo e energia do pastor do que a falta de intimidade com sua esposa. Quando as dificuldades que nos sobrevêm estão em uma esfera mais distante, elas são suportáveis. Mas se aquilo que rouba nosso ânimo tem origem em uma esfera de relacionamento íntimo, o abatimento é certo. Quando os relacionamentos na própria família estão fragmentados, é extremamente doloroso e desanimador exercer o ministério pastoral, aconselhar casais, instruir famílias e expor a Palavra de Deus ao rebanho. Por isso, o casal que está envolvido no ministério pastoral deve deliberadamente assumir o compromisso de crescer em intimidade no relacionamento conjugal. Embora esse comprometimento deva ser mútuo, a esposa necessita zelar por sua parte nesse processo. Quando o sábio de Provérbios afirma que “a mulher sábia edifica a sua casa” (Pv 14.1), ele exalta o poder da influência feminina.

  1. O aumento do seu amor pela igreja
Nenhum marido amoroso gosta de trabalhar em um ambiente no qual não é apreciado por sua esposa. As opiniões dela são importantes para ele e isso afeta diretamente a atitude dele em relação à atividade realizada e, consequentemente, na produtividade dele. No caso do pastor, isso não é diferente. Se os comentários de sua esposa em relação à igreja são apenas negativos, logo ele perderá a alegria em relação ao ministério desempenhado. Quando a esposa do ministro frequentemente lhe apresenta observações negativas e até depreciativas daqueles que estão sob a responsabilidade pastoral dele, é praticamente impossível imaginar que a opinião do marido não seja influenciada pelos comentários dela. Nesse sentido, é importante que essa mesma esposa busque desenvolver seu amor pela igreja, para que mesmo quando ela observar as falhas grosseiras de muitos crentes, ela os ame como irmãos em Cristo que foram comprados pelo sangue do Cordeiro. Além do mais, ao comentar sobre os erros de algumas dessas ovelhas deficientes, que ela o faça como alguém que as ama ao invés de odiá-los. Essa pequena atitude faz enorme diferença para o coração do marido-pastor.

  1. O desenvolvimento em sua missão como encorajadora
Uma das implicações do termo bíblico “auxiliadora” diz respeito à tarefa de encorajar o marido na prática do que é justo e conveniente. No ministério pastoral, geralmente o ministro recebe inúmeras críticas (sermão muito longo, erros gramaticais, inabilidade administrativa, falta de habilidade relacional, favoritismo e assim por diante). Às vezes parece que todos sabem o que o pastor deveria fazer, menos ele! Por isso, é importante que aquela que se encontra ao seu lado aprenda a encorajá-lo a perseverar na retidão. Isso não significa bajulação, mas a afirmação amorosa vinda de alguém cuja opinião é singular para o ministro. Algumas esposas de pastores têm falhado nesse sentido e acabam ampliando os discursos humilhantes e desdenhosos acerca do trabalho do marido. Logo, o progresso nessa área é mais do que benéfico; é necessário.

É interessante observar como algumas esposas de pastor se sentem, às vezes, desqualificadas por não saberem como ajudar seu marido no ministério pastoral. Há aquelas que, no afã de fazê-lo, acabam assumindo responsabilidades e atividades que não lhes pertencem e que outros deveriam desempenhar. Todavia, nenhuma outra pessoa poderia realizar os cinco itens relacionados acima além da auxiliadora do ministro e nenhum desses tópicos exige esforço sobre-humano. Logo, se você é esposa de pastor e realmente deseja ser uma auxiliadora para o seu marido, que tal assumir intencionalmente os compromissos mencionados? Certamente ele a agradecerá e o Senhor será glorificado com sua atitude.

Valdeci Santos


segunda-feira, 25 de março de 2019

Graça e Paz!
Lembramos que a exclusão da ETSS de Guarulhos foi devido ao falecimento do seu mentor Profº Rev. Magdiel Anselmo, que oferecia graduação por preços bem baixos, mas aprouve ao Deus Soberano recolher seu servo à glória. Nossas condolências à toda a família!

ESCLARECIMENTOS SOBRE EXCLUSÃO DE SITES DE TEOLOGIA

Graça e paz!
Nós estamos excluindo o site de algumas faculdades teológicas que estávamos recomendando aqui no blog, porém, algumas delas não existiam mais, outras os alunos que os procuraram, estavam tendo problemas de documentação, não mais recomendamos as que excluímos, pois este blog divulgador de teologia não tem a intenção de divulgar institutos que causem transtornos aos seus alunos ou que deixaram de existir e sequer deram satisfação a quem os divulgava gratuitamente.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Reflexão Bíblica – Josué 2.1


1 De Sitim enviou Josué, filho de Num, dois homens, secretamente, como espias, dizendo: Andai e observai a terra e Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e pousaram ali.

A graça chegou, o prostíbulo fechou!

A Graça de Deus é maravilhosa, quando chega na vida de alguém, tudo que estava torto se endireita. As coisas que estavam desarrumadas se ajeitam e a pessoa passa a ter nova vida. A Bíblia conta a história de uma meretriz chamada Raabe, ela morava e tinha sua clientela em Jericó, mas teve uma ação de fé ao esconder os espias de Josué quando iam invadir Jericó (Js 2.1). Um fio escarlate ali posto na sua casa salvou a sua vida e de toda a sua família (Js 2.18). A graça de Deus transforma uma prostituta, não em uma ex-prostituta, mas em uma nova criatura. A chegada da graça ali fez a vida daquela mulher dar uma volta de 180º, uma mudança de direção e de sentido, vejamos o que aconteceu na vida Dela.

Primeira, ela fechou o prostíbulo e tornou-se uma mulher casada de respeito. Vemos que aquela mulher encontrou um homem Salmon que a tomou por esposa, conforme nos afirma Mateus no capitulo 1 e versículo 5a:5 Salmom gerou de Raabe a Boaz [...], Deus a honrou, fez que ela encontrasse casamento. Não importa como foi sua vida até hoje, você pode, a partir deste instante, dar um novo rumo a ela ! Jesus torna novas todas as coisas!

Muitas vezes vemos as pessoas menosprezarem outros que tiveram um passado impróprio, porém, as Escrituras afirmam que Deus perdoa aquele que se arrepende e dos seus passados não lembra mais (Is 43.25), ou seja, Ele não passa os nossos pecados em rosto. As pessoas, a sociedade, você e até o diabo podem lembrar-se dos seus pecados, mas Deus já perdoou e não vai mais te cobrar algo que já perdoou. Raabe de cafetina de bordel passou a ser uma mulher casada. Oh que imensurável  é a graça de Deus!

A graça de Deus é maravilhosa, como afirma o teólogo Santo Agostinho: “A graça transforma lobos em cordeiros, monstros em homens e homens em anjos”. A graça purificou aquela mulher, agora ela não era de muitos, mas de um homem só. Isto somente a graça de Deus pode fazer. O coração do ser humano é depravado por natureza, mas tendo um encontro com a graça de Cristo, este coração encontra uma transformação espiritual e isto se traduz em ações santas. Você já foi alcançado pela graça de Deus?

Segunda, ela fechou o prostíbulo e entrou para o quadro dos heróis da fé. Aquela mulher que não era um bom exemplo, tornou-se um modelo de fé para ser imitado, conforme o autor aos Hebreus no capitulo 11 e versículo 31 afirma: 31 Pela fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz aos espias”, a sua atitude foi um exemplo de fé que deveria ser seguida pelo povo, ela é colocada no quadro da fé que possui pessoas como Jefté, Abraão, Isaque, Jacó, Moisés e tantos outros.

A graça de Deus alcança tanto a mulher religiosa que leva uma vida de casada, porém ainda sem um encontro com Cristo; mas também alcança uma prostituta que leva uma vida de paixão carnal, para que esta conheça a graça de Deus e seja salva. Certa vez eu estava evangelizando uma prostituta no centro de Monteiro-PB, passou um crente santarrão e disse: “Meu irmão não jogue perolas ao porco! Eu olhei para ele e disse: “Você um dia já foi porco também! Continuei pregando e aquela mulher depois de uns tempos veio a seguir Jesus, deixando a prostituição e vivendo para evangelizar. Vale a pena pregar o evangelho da graça de Deus!

Uma mulher que era prostituta passa a ser um modelo de fé para o povo de Deus, porque para Jesus não há causa perdida, nem problema insolúvel e muito menos pessoa irrecuperável, Ele tem todo poder para transformar uma vida que vivia na sarjeta, na esparrela do mundo em uma nova criatura. Deus de maneira graciosa operou na vida de Raabe e pode operar ainda hoje, pois nunca mudou e não mudará.

Pregue o evangelho da graça e deixe os resultados com Deus, mas fique ciente que você vai se surpreender com este Deus, pois Ele quebranta e salva pecadores que o mundo já havia desistido deles. A sua fé foi uma fé operante, pois Tiago descreve isto quando diz: “25 De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho?26 Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2.25-26), ou seja, a fé cristã não pode ser apenas teórica, precisa ser prática, foi isto que o servo declarou aqui sobre Raabe, nós precisamos ter ortodoxia, mas também ortopraxia, não apenas conhecer a verdade, mas esta necessita se tornar real na nossa vida.

Terceira, ela fechou o prostíbulo e entrou para a história da salvação. A genealogia de Cristo é algo bem interessante, pois ela é formada de pessoas que não mereciam estar ali, entre estas pessoas estava Raabe, atestado isto por Mateus no Capitulo 1 e versículo 5: 5 Salmom gerou de Raabe a Boaz; este, de Rute, gerou a Obede; e Obede, a Jessé”, uma mulher que tem uma mancha na sua história, pois viveu como meretriz, porém, sua alma foi lavada quando creu em Deus, estava purificada do seu pecado. Sua presença na genealogia de Jesus só demonstra a graça de Deus aos pecadores, pois Jesus conquanto seja Rei, Soberano, elevado, ama está no meio de pecadores.

A genealogia de Jesus apresentando a pessoa de Raabe afirma a grande verdade que Ele veio para salvar o seu povo dos seus pecados (Mt 1.21), que a salvação não depende dos homens, mas Dele, pois se fosse por mérito, nenhum dos que estavam na genealogia Dele se salvaria. Aquela mulher entrou para a história da salvação, pois Davi era da linhagem dela e o Cristo que seria o salvador viria da descendência de Davi. Assim, a graça de Deus colocou ela na história da redenção do povo de Deus, bem como apresenta a gratuidade da salvação, ninguém poderia pagar o preço da redenção, mas Jesus pagou por nós.

A graça de Deus retira a pessoa de um lugar de desonra para um lugar de honra, pois aquela mulher que tinha má reputação, agora participa da linhagem real, da linhagem messiânica, Deus exalta aqueles que se humilham, pois ela pediu humildemente aos espias que livrassem ela e a família dela, sendo prontamente atendida. A graça nos faz pessoas humildes porque entendemos que a misericórdia de Deus é que nos salvou e não nossos méritos. Quando vemos Raabe participando da genealogia de Jesus, devemos nos ver ali, como a graça alcançou ela, semelhantemente a nós também.

Para concluir gostaria de perguntar se você já foi alcançado (a) pela graça de Deus, se sua vida já foi transformada por Ele, se você já experimentou a salvação que Jesus tem para te dar? Se a sua resposta é negativa, se entregue a Jesus ainda hoje, venha descansar nos seus braços gloriosos, nas suas promessas consoladoras e graciosas. Jesus pode salvar e libertar qualquer pessoa, somente Ele tem poder para isso. Que o seu amor te preencha totalmente e te faça feliz! Em Nome de Jesus!

Autor: Missº Veronilton Paz da Silva (Igreja Presbiteriana do Brasil)

segunda-feira, 11 de junho de 2018

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