terça-feira, 13 de novembro de 2012

Dia das Crianças na Congregação Presbiteriana do Sítio Serrote, Monteiro-PB

 
 
 
 
 
 Crianças no Pula-pula
 Crianças recebendo Picolé
 
 
 
 
 Ornamentação feito pelas mulheres, Patricia, Manoelly e Helenilda
 parte dos presentes doados às crianças
 
 
 Brincadeiras diversas


 Lavinha, Filha de Tia Patricia
 Joao Vitor, filho de Tia Patrícia
 
 
 
 Hellen, filha do Missº Veronilton Paz
 
 
 Mais diversões para garotada
 Missº Veronilton Paz e sua esposa Helenilda Maria
         A nossa Congregação Presbiteriana do Sítio Serrote realizou dia 21 de Outubro uma linda festa em comemoração ao dia da Criança, contamos com o apoio do Conselho da IPB Monteiro-PB, e tivemos vários membros da igreja mãe doando presentes, na organização as mulheres Tia Patricia Silvestre e Tia Manoelly jéssica, professoras de crianças, Helenilda (minha esposa), Vicente Sousa (diácono e nosso fiel cooperador), e adolescentes que saíram de suas casas para nos ajudar no trabalho. Nossa Gratidão acima de tudo ao nosso Deus e secundariamente a estes amados que contribuíram com este trabalho do Senhor. Presb. Missº Veronilton Paz (Ton de Monteiro-PB)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Luta-se pelos gays... mas quem salvará as mulheres muçulmanas?

"Manual islâmico para um casamento feliz: “Puxe a esposa pela orelha, bata nela com a mão ou com uma vara” O crescimento do islamismo nos EUA e na Europa é fato inegável. E com sua crescente influência, livros com temas islâmicos começam a aparecer, revelando a realidade dos costumes islâmicos.


O livro “A Gift For Muslim Couple” (Um Presente para o Casal Muçulmano), disponível no Canadá, chocou o público canadense por trazer instruções de como maridos islâmicos podem bater nas esposas com a mão ou com uma vara, ou puxá-la pela orelha.


O livro de 160 páginas, escrito pelo acadêmico muçulmano Maulavi Ashraf Ali Thanvi, é dedicado a recém-casados muçulmanos.


O manual dá instruções de como ter um casamento feliz e evitar problemas, e avisa que o marido deveria se controlar para não bater excessivamente na esposa.


Embora o livro tenha recebido reações indignadas do público canadense, está amplamente disponível em lojas virtuais muçulmanas, sem maiores consequências.


Bater na esposa como instrução matrimonial pode parecer estranho para pessoas no Brasil, EUA e Canadá, mas é uma prática comum e generalizada no mundo islâmico. Evidentemente, os líderes muçulmanos negarão que sua religião seja violenta ou que permita que as esposas apanhem, mas a realidade…


A escalada de violência contra as mulheres muçulmanas foi revelada recentemente por um relatório que afirma que quase 1.000 mulheres e meninas foram assassinadas por “honra” no ano passado só no Paquistão. Não há dados oficiais dos outros países muçulmanos, ainda mais que casos de esposas assassinadas são acobertados pelos próprios parentes e pela polícia.


As esposas que não são assassinadas podem ser banhadas em ácido pelo marido islâmico se cometerem o “crime” de aprenderem a ler e escrever, como foi o caso da paquistanesa Fakhra Younus, que se suicidou recentemente com a idade de 33 anos, depois de viver 12 anos cega de um olho, surda e com vários outros problemas físicos ocasionados pelo banho de ácido efetuado pelo marido. Só em 2011, mais de 8.000 ataques com ácido foram praticados contra moças e mulheres, por vários motivos, no Paquistão. Se uma jovem, por exemplo, se recusa a casar com um islâmico, o próximo passo pode ser uma chuva de ácido.


Contudo, não é só nos países islâmicos que as mulheres são submetidas a certos costumes islâmicos. Na Inglaterra, mais de 1.000 meninas, algumas com 10 anos de idade, já passaram por operações de mutilação genital, onde os órgãos sexuais externos são removidos, a fim de impedir que mais tarde as moças tenham prazer sexual, mesmo depois do casamento. Tal mutilação, de acordo com os que a praticam, servirá como prova da “pureza” da mulher quando ela casar. Líderes islâmicos da Inglaterra já foram flagrados defendendo essa mutilação.


Essa mutilação, ao que se supõe, tem como alvo as filhas das famílias muçulmanas. O tratamento para as filhas das famílias não muçulmanas é totalmente diferente.


Na Inglaterra, gangues de estupradores — predominantemente muçulmanos — aliciam meninas muito novas, geralmente de sangue inglês, para se tornarem propriedade sexual para uso pessoal e para prostituição. A crise alcançou agora proporções epidêmicas. De acordo com a Secretaria dos Direitos das Crianças da Inglaterra, um número elevado de 10.000 meninas brancas menores de idade podem estar sendo vítimas.


Se uma gangue muçulmana é pega e seus integrantes conseguem fugir da Inglaterra para seu país islâmico original, a polícia inglesa simplesmente cruza os braços a fim de não perturbar autoridades islâmicas de outro país.


Por causa das leis antipreconceito, as autoridades inglesas não podem lidar com o problema de forma decisiva, mostrando que homens muçulmanos estão literalmente estuprando milhares de meninas inglesas. Tal exposição colocaria a Inglaterra na mira da ONU, que os acusaria de preconceito contra a religião islâmica e contra homens de pele não branca.


Na Inglaterra, o estupro islâmico de meninas brancas já é quase normal. Agora, a epidemia está alcançando até mesmo os EUA, onde gangues muçulmanas também estão mirando meninas brancas.


Os direitos das mulheres e das meninas são pisoteados, em favor dos direitos humanos e a dignidade de homens muçulmanos, por causa de loucas leis antipreconceito. Por causa dessas leis, os ingleses pouco podem fazer para deter os estupradores islâmicos. Por causa dessas leis, os estupradores islâmicos muito fazem contra as meninas inglesas.


Contudo, o que aconteceria se 10.000 meninas islâmicas estivessem em poder de gangues evangélicas de estupradores ingleses na Arábia Saudita ou Paquistão? As autoridades muçulmanas teriam igualmente medo de lançar uma feroz campanha policial contra os estupradores ingleses por causa de leis antipreconceito? Os jornais e TVs falariam vagamente de certo problema com meninas, sem citar a origem especifica dos estupradores? Ao serem pegos, os ingleses poderiam fugir do país com a consciência tranquila de que as autoridades islâmicas nunca teriam coragem de exigir a extradição deles?


Em qualquer país islâmico, uma gangue de estupradores ingleses seria dispensada de julgamento e cadeia. A própria população, sob os olhos e consentimento das autoridades, lincharia sumariamente os criminosos.


No entanto, o que ocorre na Inglaterra é o inverso. Jornais e TVs não podem falar diretamente do grave problema de gangues de estupradores que mantém 10.000 meninas inglesas sob seu poder. Não podem falar a fim de não violar a dignidade, honra e direitos humanos dos muçulmanos envolvidos nos crimes.


A cegueira do multiculturalismo da Inglaterra não os deixa ver que as gangues de estupradores não só cometem violência física e psicológica contra as meninas, mas também contra a dignidade, a honra e os direitos humanos delas.


Meninas têm menos dignidade, honra e direitos humanos do que homens islâmicos? Ao que tudo indica, sim, pois até em países islâmicos eles fazem o que querem com suas mulheres e meninas. E agora, pelo visto, podem também fazer o que querem com mulheres e meninas de países que não são islâmicos.


Enquanto homens como Jimmy Carter dizem que há opressão contra as mulheres no Ocidente somente porque há igrejas cristãs que não ordenam mulheres, o islamismo já vai mostrando como será o futuro das mulheres nos EUA e Europa: hoje, meninas condenadas à prostituição, amanhã moças condenadas aos haréns islâmicos, marcadas pela “pureza” da mutilação genital. Se tentarem abrir a boca para reclamar de alguns dos tratamentos, o chicote — ou o ácido — descerá sobre elas. Seu destino, quer gostem ou não, será a escravidão sexual.



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Estudo sobre a Doutrina da Reconciliação - Parte 1

INTRODUÇÃO
A doutrina da Reconciliação é, certamente, uma das mais doces nas Escrituras. Nela encontramos a manifestação do amor de Deus em Cristo Jesus, fazendo a paz e removendo a inimizade que causava separação entre Ele e o pecador.


Neste estudo apresentaremos uma abordagem sistematizada da doutrina da reconciliação. Nosso objetivo é considerar o ensino a partir das principais referências bíblicas sobre o tema, passando pelas informações no Antigo Testamento e relacionando a doutrina com outros pontos doutrinários relevantes. Para tanto abordaremos temas como a natureza da reconciliação, o autor, o agente, os embaixadores, o ministério, o tempo, os meios, os objetos e as bênçãos da reconciliação.


Deste modo esperamos oferecer ao leitor uma abordagem prática de como Deus promoveu a nossa reconciliação em Cristo Jesus, removendo a inimizade que nos separava e nos impedia de desfrutar todas as graças decorrentes da obra expiatória de Cristo Jesus.


Crer na doutrina da reconciliação é descansar na maneira graciosa como Deus trata aqueles que foram comprados na cruz do calvário.

1 O USO DO TERMO NO NOVO TESTAMENTO

 
Nas ocorrências do termo katallasso no NT encontramos o registro, nos textos pertinentes, das seguintes variações – katallaghn, katallagh e katallaghv. Segundo Berkhof os principais termos para reconciliação no Novo Testamento são “katalasso e katalage - significam ‘reconciliar’ e ‘reconciliação’. (…) O ofensor reconcilia, não a si próprio, mas a pessoa ofendida.”[1] (katallaghn, cf. ocorrência em Rm. 5.11).


O termo, no seu uso mais comum, discute a reconciliação no âmbito dos relacionamentos conjugais. E, conforme as anotações do Theological Dictionary of the New Testament a idéia no texto de 1ª Co. 7.11 não é de que necessariamente a esposa que busca a reconciliação tenha alguma culpa, mas está ativamente interessada em buscá-la.[2]


Já nas ocorrências mais específicas que norteiam a relação Deus-Homem, apenas o apóstolo Paulo faz uso do termo com as variações supracitadas. Mas a idéia não é a de que Deus é reconciliado ou reconcilia a si mesmo, mas a de que Ele próprio proporciona a reconciliação do homem consigo mesmo, bem como do mundo[3]. Para corroborar com este pensamento devemos lembrar o caráter imutável de Deus. Ele não pode sofrer qualquer tipo de mudança, por isso, o que muda é a nossa relação com ele.



2 A IDÉIA DA RECONCILIÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

 
A estrutura do culto do Antigo Testamento já trazia consigo o conceito de reconciliação.

Ao falar sobre o tema Calvino diz:

Ora, visto que o uso da lei foi múltiplo, como se verá melhor no devido lugar, na verdade foi especialmente outorgada a Moisés e a todos os profetas a incumbência de ensinar o modo de reconciliação entre Deus e os homens, donde também Paulo chama Cristo o fim da lei (Rm 10.4).[4]

Todos os elementos apontavam para Cristo e para a sua obra. Mais especificamente no propiciatório já encontramos referências à idéia da doutrina bíblica da reconciliação.


Na estrutura religiosa do AT encontramos o Tabernáculo como uma espécie de morada provisória do Senhor no meio de Israel[5]. Lá, além do lugar santo encontrávamos também o Santo dos Santos, onde o sumo sacerdote entrava uma vez por ano para fazer a expiação do pecado do povo. Ali estava a Arca da aliança e sobre ela uma “tampa” chamada de “Propiciatório”[6]. Ao borrifar o sangue sobre o propiciatório a ira de Deus era aplacada e o resultado era o perdão do pecado e a restauração da comunhão do pecador à comunhão com Deus.[7] Devemos lembrar que objetivamente isto acontece na cruz, quando o Cordeiro de Deus é imolado para que fossemos reconciliados com ele. Uma obra especial e cara, como declara Baillie, que diz: “Nossa reconciliação é infinitamente cara a Ele, não no sentido de que foi difícil para ele nos perdoar, (…) É sua natureza amar e perdoar.”.[8]


Todo esse rito cerimonial do culto veterotestamentário apontava para a reconciliação que encontramos em Cristo Jesus. Quando o Messias veio ele se tornou a nossa propiciação, como se observa na declaração de Paulo: “Romanos 3:25 - a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;”

3 A NATUREZA DA RECONCILIAÇÃO

Stott diz que reconciliação tem a ver com a nossa inimizade contra Deus e a nossa alienação dele.[9] Assim, a reconciliação, propriamente dita, é a remoção desta alienação proporcionando uma relação harmoniosa e pacífica com Deus.

Esta idéia fica mais clara quando percebemos, por exemplo, a argumentação de John Murray, que expande a idéia. Ao comentar o texto de Romanos 5.11, uma das referências bíblicas centrais acerca da doutrina da reconciliação, ele afirma que na reconciliação o que se destaca não é a remoção da nossa inimizade contra Deus, pelo contrário, o verso supracitado salienta o fato de que Deus removeu de nós a alienação que havia da parte dEle para conosco.[10]

Sttot também observa que esta reconciliação, ou a remoção da base da alienação, tem a ver com a não imputação das nossas transgressões. Ele diz “De modo que em sua misericórdia Deus recusou-se a levar em conta contra nós os nossos pecados ou exigir que sofrêssemos a penalidade deles.”[11]. Contudo, vale ressaltar que esses pecados foram imputados à Cristo. Portanto, cremos que somos plenamente reconciliados com Deus e aceitos por ele, porque nossos pecados foram imputados a Cristo e Sua justiça nos foi imputada.

Desse modo, podemos dizer que a Reconciliação é a obra do Pai através da qual Ele remove a alienação do pecado[12], libertando o homem de toda inimizade, por meio de Cristo. Assim, Deus remove a barreira tanto por causa da nossa rebeldia, quando por causa de sua ira. Devemos notar ainda que ao fazê-lo por meio de Cristo, Deus se revela como o verdadeiro Emanuel, ensinando-nos que toda a manifestação do seu amor pelo eleito tem seu fundamento no sacrifício de Cristo.[13]

3.1 A RECONCILIAÇÃO OBJETIVA E SUBJETIVA

Tal qual na doutrina da justificação, também podemos pensar em termos de reconciliação objetiva e reconciliação subjetiva.

RECONCILIAÇÃO OBJETIVA

Ao falar sobre a expiação objetiva, Berkhof diz:

Que dizer que a expiação influi primordialmente na pessoa por quem é feita. Se um homem age mal e presta satisfação do mal que praticou, esta satisfação visa a influir na pessoa que praticou o mal, e não na parte ofendida. No caso em foco, significa que a expiação foi destinada a propiciar a Deus e reconciliá-lo com o pecador.[14]

Certamente, quando falamos em termos de uma reconciliação objetiva devemos lembrar das palavras do apóstolo Paulo em 2ª Coríntios que diz que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Assim, na reconciliação objetiva devemos considerar dois fatores: Primeiramente, Deus, na qualidade de ofendido é o agente que remove a base da alienação tornando-se, em Cristo, favorável ao homem. E em segundo lugar, ele faz isto na cruz, como uma obra terminada, portanto, realizada de uma vez por todas.

Esta reconciliação objetiva é a base da reconciliação subjetiva

RECONCILIAÇÃO SUBJETIVA

Já no seu aspecto subjetivo a reconciliação se relaciona com a posse e o gozo desta condição de reconciliação. Esta condição está intimamente relacionada ao ministério da reconciliação que foi confiado à Igreja. Quando anunciamos o evangelho proclamamos a mensagem da reconciliação convidando o pecador para este relacionamento com o Senhor. Stott ainda vê outros aspectos envolvidos nesta reconciliação subjetiva que ele chama de plano horizontal da reconciliação.[15] Neste plano horizontal vemos a reconciliação como um aspecto motivador da nova relação na comunidade cristã, formada por judeus e gentios, senhores e escravos e etc.

Há outros estudiosos que trabalham esse conceito de revelação objetiva e subjetiva em termos de ação e resultados.

Ivan Ross diz: “A reconciliação como ação seria a remoção da base da alienação de Deus e a reconciliação como resultado seria a relação harmoniosa e pacífica estabelecida em virtude da base da alienação de Deus para conosco ter sido removida.”[16] Uma forma diferente de trabalhar os conceitos de objetiva e subjetiva.

... [1] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Tradução de Odayr Olivetti. 2. ed. Campinas: Luz Para o Caminho, 1992. p. 376
[2] KITTEL, Gerhard and FRIEDRICH, Gerhard. Theological Dictionary of The New Testament – Abridged in one volume. Reprinted. Grand Rapids: William B. Erdmans Publishing Company, 1992, p. 40
[3] Idem, p. 41
[4] CALVINO, João. Institución de la Religión Cristiana. 3 ed. Paises Bajos: Fundación Editorial de Literatura Reformada, 1986. v.1 p. 28
[5] A Doutrina da Propiciação - http://www.ibcambui.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=198:a-doutrina-da-propicia&catid=51:estudos&Itemid=80. Acessado em 20 de setembro de 2009.
[6] Para maiores detalhes veja os textos em Ex. 25.17-22; Lv. 16.5-19.
[7] BÍBLIA ONLINE 2.0. Sociedade Bíblica do Brasil – Software– verbete “propiciação”.
[8] BAILLIE, D.M. God Was In Christ - An Essay on Incarnation and Atonement. New York: Charles Scribner’s Sons, 1948. p. 174, 175.
[9] STOTT, John R. W. A cruz de Cristo. São Paulo: Vida, 1996. p. 89
[10] MURRAY, John. Comentário Bíblico Fiel - Romanos. Editora Fiel. p. 198
[11] STOTT, John R. W. A cruz de Cristo. p. 88
[12] Deve se notar a relação intimamente necessária entre a doutrina da expiação e da justificação com a doutrina da reconciliação. Calvino diz: “Enquanto Deus computar os nossos pecados, Ele não pode fazer outra coisa senão nos considerar com aversão”, contudo, ele ainda diz “o amor por nós foi a razão por que ele (Deus-Pai), expiou os nossos pecados por intermédio de Cristo.” Comentário 2ª Coríntios, p. 122.
[13] CALVINO, João. 2 Coríntios. Tradução de Valter Graciano Martins. 1. ed. São Paulo: Edições Paracletos, 1995. p. 122
[14] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Tradução de Odayr Olivetti. 2. ed. Campinas: Luz Para o Caminho, 1992. p. 286
[15] STOTT, John R. W. A cruz de Cristo. São Paulo: Vida, 1996. p. 85
[16] ROSS, Ivan Gilbert. Apostila de Teologia Sistemática xerografada. CPO/IBEL

  Autor: Rev. Cleverson Gilvan, pastor da Igreja Presbiteriana de Patrocínio, MG.
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Se Jesus foi rico, eu também quero ser!

Escutar de algum pregador que Jesus era rico e quem segui-lo será próspero financeiramente, soa como uma garantia de ganhar na loteria! Infelizmente, muita gente tem este conceito como premissa para frequentar uma igreja. Afinal: se Jesus foi rico, eu também quero ser – dizem os seguidores da teologia da prosperidade e confissão positiva! Vejam as declarações feitas por alguns famosos precursores deste movimento, desde os EUA até aqui no Brasil:
“João 19 nos diz que Jesus usava roupas de griffe… A túnica era sem costura, tecida de cima até embaixo. Era o tipo de vestimenta que os reis e os mercadores ricos usavam” (John Avanzini, gravado em 20.1.1991, no programa de Kenneth Copeland).
“Jesus tinha uma roupa tão bonita, tão cara, que os soldados disputaram para ver quem ficaria com ela. Outra coisa, Jesus era acompanhado por mulheres ricas que o serviam. Ele tinha seus doze discípulos e mais um grupo de 20 a 30 pessoas para alimentar diariamente. Quanto custa isso? A casa de Lázaro e outras residências onde ele se hospedava eram de classe média na época, ou até mesmo média-alta. Portanto, eu não consigo enxergar na Bíblia Jesus como uma pessoa paupérrima. Ele viveu como um rabi, que era um mestre. Eu não vejo Jesus pobre, mas vejo que ele demonstrava no seu estilo de vida excelência, tinha uma vida abençoada – multiplicou pães, proveu boa pescaria aos seus discípulos. Como Senhor e Deus, ele tinha acesso às riquezas.” (Bispo Robson Rodovalho, Revista Eclésia, edição 109)
“Sabe, Jesus e os discípulos nunca andaram num Cadilac. Não havia Cadilac naquela época. Mas Jesus andou num jumento. Era o “Cadilac” da época — o melhor meio de transporte existente.” (Kenneth Hagin, A Autoridade do Crente, p. 48.)
Declarações como estas são muito comuns nos dias de hoje, por conta da propagação da teologia da prosperidade no Brasil. Trata-se de um conceito que foi importado dos EUA, fixado atualmente como um forte pilar das igrejas neopentecostais brasileiras. Porém, como cristãos não deveríamos absorver ensinamentos sem antes analisar biblicamente para ver se, de fato, procedem ou não das Escrituras, o que no caso apresentado leva-nos ao seguinte questionamento: Será que realmente Jesus foi rico? Será que ser rico financeiramente é promessa de Jesus para nós?
De fato, Jesus ensinou princípios “riquíssimos” sobre prosperidade material, vivenciados inclusive em sua própria vida terrena. Porém, biblicamente veremos que em nada confere com as afirmações dos propagadores da teologia da prosperidade.
Antes de continuar, esclareço que eu não defendo de forma alguma a “teologia da miséria”, creio plenamente que Deus nos sustenta e supre as nossas necessidades, bem como prospera alguns conforme a sua soberana vontade. Porém, entendo que o grande problema é deixar de buscar a Deus pelo que Ele é em troca daquilo que Ele pode nos dar. Portanto, o que vou analisar exclusivamente neste artigo é a afirmação de que supostamente Jesus era rico e que Ele promete riquezas para os seguidores. Vejamos:
Em primeiro lugar, Jesus era e sempre será rico eternamente em sua posição gloriosa no céu, porém abdicou-se de sua glória celestial e veio à terra viver como um homem de maneira humilde, a fim de sofrer e morrer por nós: “pois conhecereis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.” (2Co 8:9)[1]. Ao contrário do que afirmam os defensores da teologia da prosperidade, nesta passagem está claríssimo que Jesus não era rico, o propósito d’Ele era exatamente o contrário. Cristo tornou-se pobre no mundo não para trazer riquezas materiais a humanidade, mas sim a salvação que é a verdadeira riqueza, por consequência a transformação de vida em amor para com o próximo. No contexto de 2Co 8, Paulo utiliza o exemplo da posição de glória que Cristo desfrutava com o Pai e que foi sacrificada por Ele a fim de nos auxiliar (Fp 2:5-8) para mostrar que, da mesma forma, os crentes de Corinto deveriam sacrificar algo para ajudar os irmãos da igreja de Jerusalém. Paulo incentiva-os a ofertar aos irmãos necessitados como um ato cristão de amor e cuidado.
Desde o início da vida terrena de Jesus, o propósito d’Ele de fazer-se humildemente pobre foi manifestado, a começar pelo seu nascimento: “E ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lc 2:7) Em tese, seguindo a lógica da teologia da prosperidade, seria bem mais apropriado que Jesus Cristo tivesse nascido em um palácio, num berço de ouro forrado com tecido fino e vários criados para servi-lo. Porém, Jesus nasceu num estábulo e colocado numa humilde manjedoura para demonstrar desde o início o propósito de ir contra a ganância e as riquezas deste mundo[2]. A Bíblia indica que Maria e José eram pobres, pois quando Maria foi apresentar Jesus no templo, a oferta de sacrifício oferecida (segundo a lei mosaica – Lv 12:8) era oferta de pobre: “e para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida lei: Um par de rolas ou dois pombinhos.” (Lc 2:24) Isto prova, pelo menos na época do nascimento de Jesus, que José não era financeiramente estável por conta de sua profissão de carpinteiro.
Quando Jesus começou seu ministério terreno, Ele largou tudo o que tinha (família, lar, conforto etc.) para dedicar-se integralmente ao propósito do evangelho. Tudo o que era necessário para o suprimento natural de Jesus foi providenciado pelos próprios discípulos, prova disso é o fato de que algumas mulheres serviram Jesus com seus bens (Lc 8:1-3).
Jesus, conhecendo o coração das pessoas, ao responder alguém que queria segui-lo provavelmente para buscar benefício próprio, disse que “As raposas têm seus covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. (Lc 9:58) Note que Cristo aborda exatamente a questão “moradia”, uma resposta clara que refuta a afirmação de alguns pregadores da prosperidade de que Jesus possuía uma enorme mansão em Jerusalém.
Na primeira multiplicação de pães e peixes, os discípulos poderiam muito bem sair para comprar os alimentos para o povo, porém os mesmos questionaram Jesus justamente pelo fato de não terem condições para tal feito. Foi necessária a operação de um milagre para alimentá-los (Mc 6:34-44).
Certa ocasião, quando Jesus chegou em Cafarnaum (Mt 17:24-27), ele não tinha dinheiro para efetuar o pagamento do imposto da cidade, sendo necessário operar um milagre através de Pedro para efetuar o pagamento. Ao perguntarem para Jesus se era lícito pagar tributo a César, Jesus respondeu: “Por que me experimentais? Trazei-me um denário, para que eu o veja” (Mc 12:14-16). Se Jesus fosse rico, com certeza teria uma moeda no bolso para usar, porém foi necessário alguém trazer uma para que Jesus pudesse vê-la.
A afirmação dos pregadores da prosperidade de que o Jumento que Jesus utilizou para entrar em Jerusalém, era como se fosse um Cadilac ou uma BMW da época, chega a ser ridícula e mostra o despreparo bíblico dos defensores da teologia da prosperidade. Ora, basta uma análise no contexto cultural para perceber que a “BMW” da época na verdade eram as carruagens e os cavalos, e não um jumento! Na Bíblia vemos claramente um exemplo disso: “Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que no seu carro, viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías.” (At 8:27:28) Além disso, o Jumento não era de Jesus, mas emprestado!
Ao contrário do que Rodovalho e John Avanzini afirmam, as roupas de Jesus no geral não eram de rico, pois os soldados tomaram as vestes e “rasgaram-nas em quatro partes” (Jo 19:23-24), somente a túnica (peça íntima que ficava debaixo das vestes) que era algo realmente nobre naquela época, pois não tinha costura e era tecida de cima abaixo. Por isso que os guardas lançaram sortes para ver quem ficaria com a mesma. Provavelmente tal peça pode ter sido doada por algum discípulo. Afinal, tudo ou quase tudo o que Jesus possuía durante o seu ministério era doado pelos discípulos que o acompanhavam, entre os quais alguns financeiramente prósperos, que era o caso das mulheres descritas em Lucas 8:1-3. O próprio túmulo de Jesus foi emprestado (Lc 23:50-53)!
Os pregadores da teologia da prosperidade, tentando contra-argumentar, ainda colocam que os apóstolos eram prósperos financeiramente. Porém, a Bíblia claramente refuta esta idéia. Dentre vários exemplos bíblicos, podemos listar alguns: Quando Pedro e João chegaram à porta do templo, onde um coxo de nascença pediu-lhes uma esmola. Se os apóstolos fossem ricos, com certeza eles teriam dado dinheiro ao pedinte, porém eles afirmaram: “Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!” (Atos 3:1-8), e o homem foi curado. O apóstolo Paulo passou por muitas necessidades financeiras ( Fp 4.10-20, 2Co 11.27), inclusive tendo que trabalhar fabricando tendas para se sustentar (At 18:3). O mesmo também ensinou a respeito da expectativa de buscar riquezas materiais: “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (I Tm 6.8-10)
Como podemos ver, não existe base bíblica para afirmar que Jesus e os apóstolos eram ricos. Na verdade, Cristo nunca defendeu a busca por riquezas materiais, pelo contrário, condenou-a mostrando o verdadeiro padrão a ser almejado: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão! Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mt 6.19-24). Ele exortou-nos a buscar primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, sendo que o suprimento necessário virá naturalmente de Deus (Mt 6:25-34). Não devemos ter preocupações exageradas pela nossa sobrevivência, nem pelos cuidados materiais gananciosos, pois Jesus afirmou que este conceito é, de fato, o mais claro sinal de avareza na vida de alguém: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc 12.15)
Todavia, é importante salientar que devemos também seguir o exemplo dos cristãos da Macedônia, onde mesmo em meio de muita pobreza, manifestaram abundância de generosidade ao preparar ofertas para ajudar os irmãos da igreja de Jerusalém em dificuldades financeiras. (2Co 8:1-4)
Quanto aos cristãos financeiramente prósperos, a Bíblia diz: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida.” (1Tm 6:17-19) João Calvino interpretou este fundamento com clareza: “aqueles a quem houvermos de ver premidos pelas dificuldades das coisas, compartilhemos-lhes das necessidades e com nossa abundância supramos-lhes a falta de recursos.”[3] (Veja também 2Co 9:1-15).

Enfim, há muito mais passagens bíblicas que tratam sobre o assunto, mas creio que as citadas neste artigo sejam suficientes para esclarecer a questão.
Soli Deo Gloria!
Notas
[1] A tradução bíblica utilizada no artigo é a Almeida Revista e Atualizada – SBB.
[2] Observação simbólica feita por A.W. Pink, em “Por que Jesus nasceu numa manjedoura?”
[3] CALVINO, João. As Institutas Vol. 2. Casa Ed. Presbiteriana. São Paulo, 1985. P. 168
Fonte: Napec

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A salvação na perspectiva do tempo
 
 
A salvação é obra de Deus e não do homem. É salvação do pecado e não no pecado. É salvação pela graça divina e não pelo mérito humano. É recebida pela fé e não pelas obras. A salvação foi planejada na eternidade, é executada na história e será consumada no segunda vinda de Cristo. A salvação pode ser analisada na perspectiva do tempo. Quanto ao passado já fomos salvos, quanto ao presente estamos sendo salvos e quanto ao futuro seremos salvos. Quanto ao passado, já fomos salvos da condenação do pecado; quanto ao presente, estamos sendo salvos do poder do pecado; e quanto ao futuro, seremos salvos da presença do pecado. Vejamos esses três tempos da salvação:

Em primeiro lugar, quanto à justificação já fomos salvos. A justificação é um ato e não um processo. É feita fora de nós e não em nós. Acontece no tribunal de Deus e não em nosso coração. Pela justificação, Deus nos declara justos em vez de nos tornar justos. A justificação é completa e não possui graus. Todos os salvos estão justificados de igual forma. A justificação é um ato legal e forense. Com base na justiça de Jesus, o Justo, Deus justifica o injusto sem deixar de ser justo. Seria injusto Deus justificar o injusto. Porém, Deus, é justo e o justificador do que crê. Isso, porque Deus satisfez sua justiça quando entregou seu Filho, o Advogado Justo, para sofrer as penalidades que nós deveríamos sofrer. Deus fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. Agradou a Deus moê-lo. Jesus foi traspassado pelos nossos pecados. Ele foi feito pecado por nós. Ele bebeu, sozinho, todo o cálice cheio da ira de Deus contra nós, pois éramos filhos da ira. Pela morte de Cristo a lei foi cumprida e a justiça foi satisfeita, de tal maneira que, agora, Deus pode ser justo e justificador. Deus considerou satisfatório o sacrifício substitutivo do seu Filho e nos declarou quites com sua justiça. Já não pesa mais nenhuma condenação sobre aqueles que estão em Cristo Jesus, pois o próprio Jesus é a nossa justiça.


Em segundo lugar, quanto à santificação estamos sendo salvos. A salvação já está consumada pelo sacrifício perfeito e irrepetível de Cristo. Diante do tribunal de Deus já estamos salvos. Nossos pecados passados, presentes e futuros já foram tratados na cruz de Cristo. Porém, quanto ao processo da santificação, estamos sendo transformados de glória em glória na imagem de Cristo. Agora, Deus está trabalhando em nós, formando em nós o caráter de seu Filho. Se a justificação é um ato, a santificação é um processo que começa na regeneração e só terminará na glorificação. Se a justificação não tem graus, a santificação tem. Nem todos os salvos estão na mesma escala de crescimento rumo à maturidade. Precisamos, dia a dia, negarmo-nos a nós mesmos. Precisamos de alimento sólido e de exercício contínuo, a fim de fortalecermos as musculaturas da nossa alma. Se Cristo é o nosso substituto na justificação, ele é o nosso modelo na santificação.


Em terceiro lugar, quanto à glorificação seremos salvos. A salvação é um fato pretérito, uma realidade presente e uma garantia futura. Todos aqueles que foram conhecidos por Deus de antemão, foram também predestinados, chamados, justificados e glorificados. Muito embora a glorificação seja um fato consumado nos decretos de Deus, há de historificar-se apenas na segunda vinda de Cristo. Nós, que já fomos salvos da condenação do pecado e estamos sendo salvos do poder do pecado, seremos, então, salvos da presença do pecado. Receberemos um corpo imortal, incorruptível, poderoso, glorioso e celestial, semelhante ao corpo da glória de Cristo. Quando Cristo voltar, em sua majestade e glória, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro e os que estiverem vivos, serão transformados e arrebatados para encontrarem o Senhor Jesus nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Essa expectativa bendita não é apenas uma vaga esperança, mas uma certeza inabalável. Nós que fomos escolhidos na eternidade e chamados eficazmente no tempo, seremos recebidos na glória!


Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Um Estudo Bíblico sobre Jesus Cristo para te ajudar a se livrar de Comunidades e Igrejas que pregam o Evangelho Líquido, Relativista, Cinzento e Imoral.

Estudo Bíblico: Quem é Jesus Cristo? (Juan de Paula)

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Juan de Paula – Quem é Jesus Cristo? (Esboço de Pregação)

“Um homem que foi simplesmente um homem e disse as coisas que Jesus disse não poderia ser considerado um grande mestre da moral. Ou ele foi um lunático – do mesmo nível do homem que disse ser um ovo poché – ou foi o Diabo do Inferno. Você pode considerá-lo tolo, pode cuspir nele e matá-lo como se fosse um demônio; ou prostrar-se a seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não podemos vir com essas idéias tolas e complacentes de que ele foi um eminente mestre humano. Ele não deixou brecha para isso. Ele não teve essa intenção.” (C. S Lewis)
Certa ocasião, quando novo convertido, estava participando de uma evangelização do bairro onde morava e entreguei um folheto para um homem no quiosque que me disse admirar Jesus Cristo. Ao conversar com ele, foi clara a sua percepção da pessoa de Jesus sendo alguém alternativo semelhante a Raul Seixas ou Bob Marley, ou um revolucionário como Che Guevara. E então debatemos sobre a pessoa de Cristo. Afinal, quem foi Jesus Cristo?
 
Vamos trabalhar em quatro etapas:
 
1 – A pessoa de Jesus Cristo (Cristologia) a luz da Bíblia.
 
2 – As heresias cristológicas ao longo da história da igreja (e suas conexões com a atualidade)
 
3 – As implicações práticas sobre a compreensão correta da pessoa de Jesus Cristo (o que este estudo tem a ver com a nossa relação com Deus)?
 
4 – Perguntas e Respostas.
 
Antes, desejo apenas definir o vocabulário Cristologia como um ramo da Teologia Sistemática (disciplina teológica que estuda os temas da Bíblia como um todo) que estuda a pessoa de Jesus Cristo.

1 – A pessoa de Jesus Cristo (Cristologia) a luz da Bíblia:

Classicamente definimos Jesus Cristo como o Deus-filho, uma pessoa, porém com duas naturezas, plenamente Deus, plenamente homem, 100% Deus, 100% homem. O nome técnico que deram no passado foi união hipostática, a união das duas naturezas, divina e humana na pessoa de Jesus Cristo. Ele o será assim para sempre.
Há um vasto material bíblico sobre essa temática.
 
1.1 – A humanidade de Jesus Cristo
 
1.1.2 – Nascimento Virginal: Mateus 1:18; 20; 24-25
 
1.1.3 – O corpo humano de Jesus: Foi um bebê (Lucas 2:7) e cresceu (2:40, 52). Experimentou sensações humanas: Cansaço (João 4:6); Sede (19:28); Fome (Mateus 4:2); Morte (Lucas 23:46); Angustia (João 12:27; 13:21); Choro (João 11:35) – porém nunca pecou (Hebreus 4:15) Impecabilidade (4:14-16).
 
Por que foi necessário que Jesus Cristo fosse humano?
 
R: Para obedecer a lei em nosso lugar (Romanos 5: 18-19); ser sacrifício substituto (Hebreus 2:16-17), único mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2:5).
 
1.2 – A Divindade de Jesus Cristo:
 
1.2.1 – Jesus Cristo como Senhor (Lucas 2:11).
 
1.2.2 – Jesus Cristo como Deus (João 1:1)
 
1.2.3 – Jesus Cristo tem os atributos da divindade (João 2:1-11; Colossenses 1:16-17; Apocalipse 22:13).
 
A Bíblia revela que Jesus Cristo é plenamente divino (Colossenses 1:9; 2:9).
 
Por que a divindade de Jesus é necessária? Para a nossa salvação (Jonas 2:9).

2 – As heresias cristológicas ao longo da história da Igreja:

Quando começaram as controvérsias em torno da pessoa de Jesus Cristo na história, a Igreja Cristã teve que se posicionar, o que aconteceu no concílio de Calcedônia em 451.d.C Ali foi afirmado à plena divindade e plena humanidade de Jesus Cristo em uma só pessoa no Deus-filho.
 
2.1 – Apolinarismo: Sustentava que a pessoa de Jesus Cristo possuía um corpo humano, mas não uma mente ou espírito humano. O corpo era humano, mas a mente ou o espírito divino. Apolinário, bispo de Laodicéia, 361 d.C. Rejeitado pelo concílio de Alexandria 362 d.C e Constantinopla 381 d.C.
 
2.2 – Nestorianismo: Sustentava que havia duas pessoas distintas em Cristo, uma humana e outra divina. Nestório, pregador em Antioquia e, posteriormente, bispo de Constantinopla, 428. d.C. Curiosidade.
 
2.3 – Monofisismo (eutiquianismo): Uma pessoa e uma natureza. A natureza humana foi absorvida pela divina. Êutico (c. 378-454 d.C.), líder de um mosteiro em Constantinopla.
 
2.4 – Docetismo: Nega a humanidade de Cristo partindo do pressuposto que a matéria é má. Nenhum líder eclesiástico de destaque defendeu o docetismo mas essa heresia foi divulgada durante alguns séculos desde a época do apóstolo João.
 
Declaração de Calcedônia (8 de Outubro à 1º de Novembro de 451 d.C.)
(…) Todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, perfeito quanto à humanidade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, constando de alma racional e de corpo; consubstancial [hommoysios] ao Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; “em todas as coisas semelhante a nós, excetuando o pecado”, gerado segundo a divindade antes dos séculos pelo Pai e, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, gerado da Virgem Maria, mãe de Deus [Theotókos];
 
Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, conseparáveis e indivisíveis;[1] a distinção da naturezas de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada natureza permanecem intactas, concorrendo para formar uma só pessoa e subsistência [hypóstasis]; não dividido ou separado em duas pessoas. Mas um só e mesmo Filho Unigênito, Deus Verbo, Jesus Cristo Senhor; conforme os profetas outrora a seu respeito testemunharam, e o mesmo Jesus Cristo nos ensinou e o credo dos padres nos transmitiu.
Conexão:
 
Você consegue discernir grupos hoje que mantém uma posição semelhante com as heresias citadas acima?
 
O que pensar, por exemplo, dos Testemunhas de Jeová que não acreditam na divindade de Jesus Cristo?
“Quaisquer que sejam as tradições teológicas, historicamente, a cristologia de Calcedônia tem sido o divisor de águas entre o verdadeiro cristianismo e o falso cristianismo. Conforme elaborada e discutida em profundidade por Anselmo de Cantuária, Martinho Lutero, João Calvino, Karl Barth e centenas de outros, a Definição de Calcedônia – embora vista como obsoleta por muitos – continua sendo o modelo clássico para cristologia porque procura ser fiel às Escrituras.” J. Scott Horrell – professor do Dallas Theological Seminary, ex-missionário no Brasil.

3 – As implicações práticas sobre a compreensão correta da pessoa de Jesus Cristo (o que este estudo tem a ver com a nossa relação com Deus)?

3.1 – Crer corretamente implica em uma piedade, uma relação com Deus mais profunda. Para estarmos conectados com Cristo, precisamos conhece-lo. “Para sentir profundamente, precisa pensar profundamente” C.J. Mahaney.
 
3.2 – Esta crença direciona para a glória de Deus (2 Coríntios 4:6). Isso mostra que Jesus Cristo é poderoso, trás alegria e paz (João 14:27), é o pão da Vida (João 6:35) e cordeiro de Deus que resgata os nossos pecados (Apocalipse 4:6).
 
3.3 – Qual o problema de não crer corretamente para a devoção? Se focarmos apenas na divindade de Jesus, nossa devoção será farisaica, legalista, moralista e religiosa não levando em conta que Jesus chorou e teve compaixão das pessoas. Se focarmos apenas na humanidade de Jesus, nossa devoção será carnal, humanista e libertina sem considerar que Deus é Santo e chama os salvos para crescerem em santidade (Levíticos 11:44).

No prelo: Jesus Vintage

JESUS VINTAGE: Respostas Atemporais para Questões Atuais. (Mark Driscoll & Gerry Breshears)
 
Mais de dois mil anos depois de ter andado sobre a terra, Jesus Cristo ainda é um assunto quente. De acordo com várias teorias de conspiração e mentiras ridículas sobre Jesus, que têm permeado a cultura popular e até mesmo o meio acadêmico durante anos, a verdade sobre seu caráter, sua natureza e obra não mudou nada. Então, qual é a pura verdade sobre Cristo? Jesus é o único Deus? Por que Jesus veio a terra? Jesus ressuscitou mesmo dos mortos? Por que devemos adorar Jesus? São perguntas como estas que este livro busca responder. Os que estiverem prontos para examinar profundamente o tema, encontrarão respostas sólidas e bíblicas para as perguntas mais difíceis e contraditórias que possam imaginar, apresentadas de modo relevante e accessível.
 



Fonte:
http://www.tempodecolheita.com.br/blog/estudo-biblico-quem-e-jesus-cristo-juan-de-paula/

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

NOS LUGARES CELESTIAIS

O que significa a expressão: “Nos lugares celestiais” (επουρανιος [epouranios]). Significa:  “1) que existe no céu. 1a) coisas que têm lugar no céu. 1b) regiões celestiais. 1b1) o céu em si mesmo, habitação de Deus e dos anjos.1b2) os céus inferiores (referência às estrelas). 1b3) os céus, (referência às nuvens. 1c) o templo celeste ou santuário 2) de origem ou natureza celeste ”


INTRODUÇÃO
Talvez algumas perguntas venham à mente no início dessa exposição são: essa expressão “Nos lugares celestiais” deve ser sempre interpretada da mesma forma? Sempre com o mesmo sentido em todos os textos que ela aparece? Os textos são os seguintes na carta de Paulo aos Efésios: (1.3 ; 1.20 ; 2.6 ; 3.10 e 6.1 2 ). Em todos esses textos eu devo interpretá-la da mesma maneira? Os lugares celestiais de 1.3; 1.20; 2.6 são o mesmo dos 3.10 e dos 6.12 da carta de Paulo aos efésios? Vejamos algumas explicações.


ANÁLISE DO TEMA PROPOSTO
Segundo Hendriksen: "a expressão ‘nas regiões celestiais’ ou, simplesmente ‘nos celestiais’ (usada no sentido de local em 1.20, 2.6, 3.10, e provavelmente também como localidade em 6.12) indica que essas bênçãos espirituais são celestiais em sua origem, e que do céu vieram para os santos e crentes que se acham na terra (cf 4.8 C.N.T. sobre Filipenses 3.20 e sobre Colossenses 3.1) ."


Então lugares celestiais tem o mesmo sentido em todos os textos acima? Talvez a maior dificuldade seja entender como ocorre uma luta nos lugares celestiais onde está Deus e que pela fé também já estamos com Cristo e que de lá provém às bênçãos espiritais dos crentes e ainda há uma luta, como mostrada em Ef. 6.12. Isso pode ser explicado considerando o seguinte: "O termo ‘regiões celestiais’, ainda que signifique em todos os lugares incluindo aqui, referindo ao que se pode chamar, num certo sentido bem amplo, ‘a esfera celestial’, não pode ter precisamente o mesmo significado que em outros lugares. (grifo acrescentado) Enquanto que nas demais passagens de Efésios indica o céu de onde descem as bênçãos (1.3), onde Cristo se acha assentado à destra do Pai (1.20), onde os redimidos estão sentados com Cristo (2.6) e onde os anjos eleitos tem sua habitação (3.10), aqui se refere à região acima da terra, porém abaixo do céu dos redimidos; em outras palavras, aqui se deve indicar o que em 2.2 se denomina ‘o império do ar’. Sendo que a referência é a ‘os governantes dessas trevas’ com quem os crentes devem contender, esta alteração na aplicação do termo não deve trazer nenhum problema.”


Hendriksen comentando Ef. 2.2, lista algumas razões para se entender o texto referido acima. Também diz que de modo algum os espíritos malignos são donos exclusivos da situação. No que se refere ao crente e ao seu conforto as passagens de Ef 1.20-23; Cl 2.15; Rm 16.20; Ap 20.3.10; Gn 3.15 e Jo 12.31,32, devem confortar todos os cristãos em relação a esses espíritos malignos e suas influências. .


"Seguramente nem Satanás e nem seus anjos caídos estão no céu dos redimidos (Jd 6), Se, pois, e de acordo com a doutrina consistente da Escritura, os espíritos devem estar em algum lugar, porém não no céu dos redimidos e se nesta presente era não podem ser restringidos ao inferno, é estranho que Efésios 2.2 fale sobre o ‘príncipe do império do ar’? Não é simplesmente que natural que o príncipe do mal seja capaz, até onde Deus em seu governo providencial o permita de lavar a bom termo sua obra sinistra de enviar suas legiões a nosso globo e sua atmosfera adjacente?" .


É perfeitamente entendido que Satanás exerce algum poder sobre as pessoas inclusive sobre os eleitos (embora ele não possa possuir os seus corpos cf. 1 Co 6.19, 20; 2 Co 6.15; Tg 4.5; Ef 1.13, 14 e muitos outros textos), mas tem algum tipo de ação na vida dos salvos, isso é visto na própria carta aos Efésios no capítulo 6 onde é mandado ao crente se revestir da armadura de Deus para a luta contra os seres malignos.


Algo que merece um esclarecimento é em relação à diferença de significado das passagens de Ef 3.10 e Ef. 6.12. Por que não se referem aos mesmos anjos? Por que em 3.10 são considerado anjos eleitos e em 6.12 é dito ser os anjos caídos? O motivo é o seguinte:  "[...] é verdade que a expressão ‘principados e autoridades’ é neutra, assim como 'anjos’. Gabriel é um anjo, porém Satanás também o é. Em cada caso o contexto é o que determina se a designação se refere a anjos em geral, como em 1.21, a anjos maus, como em 6.12, ou a anjos bons. Ainda a adição, aqui em 3.10, das palavras ‘nas regiões celestes’ não é decisiva para determinar se a referência é aos anjos bons ou aos demónios, como 6.12 estabelece. Não obstante, ainda não vejo razão para discordar de Calvino, Bavink, Grosheide, Hodge, Lenski e da multidão de eminentes teólogos e comentaristas, que creem que 3.10 se referem aos anjos bons e não aos maus. Minhas razões são as seguintes: (1) Aqui (3.10), não há referência a qualquer conflito entre os crentes e as hostes espirituais da maldade. Em 6.12, a questão é inteiramente outra. (2) Tanto a linguagem quanto os pensamentos contidos são elevados. Bem faremos se levarmos a sério os comentários de Calvino. Diz ele: ‘Alguns preferem considerar que estas palavras se referem aos demónios, porém sem uma justa reflexão... Não pode haver dúvida sobre o fato de que o apóstolo se esforça em exibir na mais plena luz a misericórdia de Deus para com os gentios e o alto valor do evangelho... A intenção de Paulo é: A igreja, constituída de judeus e gentios, é um espelho, no qual os anjos contemplam a admirável sabedoria de Deus manifestada de uma maneira até então desconhecida dos anjos. Eles vêem uma obra que é nova a seus olhos, e a razão pela qual estava escondida em Deus.’. (3) O fato de que a igreja, como obra mestra de Deus por meio da qual são refletidas suas excelências, é um objeto do interesse e escrutínio para os anjos bons, se faz evidente também à luz de outras passagens (Lc 15.10; ICo 11.10; IPe 1.12; Ap 5.11ss). Efésios 3.10 se harmoniza maravilhosamente com tudo isso."


O que deve ser atentado é que na passagem de Ef 6.12 há uma luta entre os crentes e os anjos caídos. Essa luta dá a entender que é os crentes lutam na dependência total de Cristo, é claro, contra esses anjos ditos no texto. Isso não ocorre no texto de Ef 3.10, onde há apenas uma descrição desses principados e potestades e de sua relação com Deus . Esses lugares celestiais do texto de 3.10 são o mesmo de Ef 2.6; 1.3 , que designam o céu, como lugar de habitação de Deus, o que é diferente do céu do texto de Ef 6.12, que é a localidade entre céu dos eleitos e a terra, onde acontece a luta referida no texto de Ef 6. 
 
CONCLUSÃO
Tendo em vista o exposto acima a conclusão que se chega é que nem sempre a designação “nos lugares celestiais” pode ser dita que é o céu que Paulo citou em 2Co 12.2. Pode ser que às vezes a compreensão do texto seja outra, designando ora o céu e ora a região entre o céu dos redimidos e a terra. Como exposto acima cabe ao crente o estudo de cada passagem para uma melhor compreensão do texto bíblico e analisar segundo o contexto próximo e depois pela analogia da fé das Escrituras o melhor sentido para cada passagem. Fica a dica para que a cada dia todos nós nos esmeremos mais no estudo da Palavra de Deus, buscando sempre entender que nem tudo está totalmente claro a homens limitados. Sei que nem todos os pontos foram abordados e talvez ainda haja dúvidas, mas espero que esse breve estudo tenha contribuído para o crescimento de todos nós. Qualquer dúvida ou acréscimo eu estarei a disposição dos irmãos.


Cristiano Melo

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Strong, J. (2002; 2005). Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong (H8679). Sociedade Bíblica do Brasil.
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, 20 o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direitac nos lugares celestiais 6 e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.
HENDRIKSEN, Willian. Comentário do Novo Testamento: Efésios e Filipenses. Trad. Valter Graciano Martins. 2ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2005. p.89.
HENDRIKSEN, Willian. Comentário do Novo Testamento: Efésios e Filipenses. Trad. Valter Graciano Martins. 2ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2005. p.323.
Idem., Cf.p.136.
Idem., p.135.
HENDRIKSEN, Willian. Comentário do Novo Testamento: Efésios e Filipenses. Trad. Valter Graciano Martins. 2ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2005. p.189,190.
STOTT, John. A Mensagem de Efésios: a nova sociedade de Deus. São Paulo: ABU, 2007. Cf. p. 86,87.
HENDRIKSEN, Willian. Comentário do Novo Testamento: Efésios e Filipenses. Trad. Valter Graciano Martins. 2ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2005. p.141.
 

Curso Teológico EAD do Instituto Bíblico Eduardo Lane

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